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Juncker: “Portugal e a Europa perdem um pouco de si”

JOHN THYS/GETTY

“O meu amigo Mário nunca virou a cara à luta e às responsabilidades de um democrata”, afirmou este sábado o presidente da Comissão Europeia em reação à morte de Mário Soares

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, recorda que Mário Soares “nunca virou a cara à luta e às responsabilidades de um democrata”. "Orgulhosamente português, orgulhosamente europeu, com o seu desaparecimento, Portugal e a Europa perdem um pouco de si."

"A vida de Mário Soares confunde-se com a história recente de Portugal e com episódios marcantes do processo de construção da União Europeia", lê-se na nota de reação de Juncker à morte do ex-presidente da República Mário Soares, este sábado.

"A resistência à ditadura e a luta determinada por uma transição do seu país para a democracia – Mário Soares foi símbolo e artífice deste processo."

Juncker lembra que Mário Soares "contribuiu para tornar irreversível um processo de democratização que alastraria pelo Sul da Europa e que colocou Portugal, mas também Espanha e Grécia, no caminho da adesão ao projecto europeu, âncora desses valores democráticos".

“O meu amigo Mário nunca virou a cara à luta e às responsabilidades de um democrata. Foi assim naqueles anos difíceis quando a democracia se estabeleceu - com dificuldades, mas com sucesso -, em Portugal; foi também assim quando desempenhou com dinamismo e visão todas as funções que lhe foram confiadas pelo povo português, contribuindo decisivamente para tornar Portugal num membro indispensável da família europeia.”

Jean-Claude Juncker refere ainda que a morte de Soares ocorre na altura em que se celebram os 30 anos da adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia, "onde, sem surpresa, é o seu nome que consta do tratado de adesão".