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Comunistas abstêm-se no voto de pesar pela morte de Silva Marques

O voto de pesar pela morte do ex-líder parlamentar social-democrata, Silva Marques, que começou a vida política no PCP, foi aprovado com a abstenção dos comunistas e os votos favoráveis das restantes bancadas

O voto de pesar pela morte do ex-líder parlamentar social-democrata Silva Marques foi aprovado esta sexta-feira no parlamento com a abstenção do PCP, partido no qual começou a vida política, tendo o parlamento feito um minuto de silêncio.

O minuto de silêncio foi feito após a aprovação de dois votos de pesar apresentados pelo PSD, um pela morte dos antigos deputados Fernandes Marques e Silva Marques, tendo o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, se associado pessoalmente a estas duas homenagens.

O voto de pesar relativo a Silva Marques foi aprovado com a abstenção do PCP e os votos favoráveis das restantes bancadas, enquanto o texto pelo falecimento de Fernandes Marques foi por unanimidade.

"José Augusto da Silva Marques foi uma figura importante e marcante da vida política portuguesa cuja memória importa homenagear", refere o PSD, considerando que foi "um homem de incomparáveis qualidades humanas, que sempre esteve na política com muita convicção e seriedade".

Segundo o texto do voto de pesar, durante "toda a sua vida lutou contra a ditadura, inicialmente enquanto quadro do PCP, partido do qual se afastou ainda antes do 25 de Abril de 1974, tendo aderido posteriormente ao PSD".

O ex-líder parlamentar do PSD Silva Marques morreu a 25 de dezembro, aos 78 anos, disse à agência Lusa fonte partidária.

A sua experiência na clandestinidade inspirou um livro, "Relatos da clandestinidade - O PCP visto por dentro" (ed. Jornal Expresso), publicado em 1976, que, ao longo de mais de 300 páginas, contou como foi a sua adesão ao partido, o trabalho clandestino e, por fim, a rutura.