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Política

Palavra do Ano? Marcelo prefere “descrispação”

Rui Duarte Silva

“Escolhe quem pode”, diz o Presidente. Se pudesse, Marcelo não teria escolhido "geringonça" para Palavra do Ano. Sobre a dívida, o PR não vê, "neste momento", motivo de preocupação: "Vamos esperar para ver".

"Eu escolheria descrispação. Acho que o ano de 2016 foi o ano da descrispação", afirmou o Presidente da República, a propósito da eleição, por 25 mil portugueses, da palavra "geringonça" como Palavra do Ano.

Rendido à regra da maioria que levou à eleição promovida pela Porto Editora, Marcelo Rebelo de Sousa rematou que "escolhe quem pode". E quem escolheu preferiu "geringonça (a maioria parlamentar com quem o Presidente tem coabitado em clima de descrispação) para Palavra do Ano de 2016.

Marcelo falou em Cascais, no final de uma visita a uma escola.Onde tentou desdramatizar a subida dos juros da dívida portuguesa. "Aos valores da dívida deve-se diminuir a taxa de inflação. Se andamos nos 3,5; 3,6 ou 3,9 devemos retirar 1,7 e a dívida fica nos 2 e tal, perto dos 3", afirmou o Presidente. Preocupado? "Vamos esperar para ver. Não há neste momento preocupações com a dívida portuguesa".

Questionado sobre a situação de impasse que se vive no Novo Banco, o Presidente disse ser "prematudo" falar sobre uma eventual nacionalização, hipótese que não foi descartada pelo ministro das Finanças.

  • “Geringonça” eleita Palavra do Ano 2016

    A palavra “geringonça” liderou desde o início a votação e sucede a “esmiuçar” (2009), “vuvuzela” (2010), “austeridade” (2011), “entroikado” (2012), “bombeiro” (2013), “corrupção” (2014) e “refugiado” (2015)