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Indignação no PSD-Porto. “Álvaro Santos Almeida é um erro político”

Líder da Assembleia Municipal do PSD sustenta que mal vai o PSD se não encontrar um candidato militante do partido para candidato à Câmara do Porto nas próximas autárquicas. Nome do economista é apoiado pelas estruturas locais e vai a debate hoje na concelhia local

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

A Comissão Política da concelhia do PSD/Porto vai reunir, na noite desta quarta-feira, para debater a estratégia para as próximas eleições autárquica e abordar o perfil do candidato melhor posicionado para enfrentar a recandidatura de Rui Moreira à Câmara do Porto.

Até agora o candidato a candidato laranja à Câmara do Porto preferido pela maioria dos dirigentes concelhios e distritais é Álvaro Santos Almeida, docente da Faculdade de Economia do Porto e líder do Conselho Estratégico do PSD/Porto há quase um ano. A escolha do ex-quadro do FMI não é, contudo, pacífica, não pelos seus méritos reconhecidos e prestígio académico mas por nunca ter sido militante do partido.

Uma das vozes mais críticas em relação à opção por um candidato independente é o dirigente local Luís Artur Pereira, que considera a estratégia como “um claro erro político’. A falta de experiência política é outro dos défices do candidato, que o líder da Assembleia Municipal do PS sustenta irá colocar em causa a reconquista laranja da segunda Cãmara do país.

A incapacidade de encontrar um candidato do partido é ainda criticada por Luís Artur, referindo que será um sinal de fraqueza por parte do PSD junto do eleitorado social-democrata.

Paulo Rios, deputado e coordenador autárquico concelhio, garantiu ao Expresso que não há qualquer nome escolhido, nem ninguém foi contactado, lembrando que hoje será feita uma abordagem ao perfil do futuro candidato e que só na semana o nome ou nomes serão sujeitos a plenário dos militantes do partido.

Paulo Rios defende, contudo, que Álvaro Santos Almeida é um excelente candidato a candidato, pois apesar de não ser militante do partido os seus princípios enquadram-se nos da “família social-democrata, além de colaborar com empenho com o PSD há quase um ano”.

“É uma opção que está a ser visto por muitos militantes como uma boa surpresa», diz Paulo Rios, que lembra tratar-se de uma pessoa que prestou relevantes serviço pública em diferentes entidades. O coordenador autárquico defende que o facto de não ser militante não pode ser olhado com preconceito. "O importante são os seus valores e competência", afirma o deputado, que preconiza ser "um erro o PSD fechar-se sobre si mesmo".

Paulo Rios lembra que no caso de Lisboa e Porto a escolha final cabe a Passos Coelho, que segunda-feira, num almoço com a distrital, no Porto, não deixará de abordar a estratégia autárquica para a Invicta.

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