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Política

PCP valoriza “avanços” no país mas diz serem “limitados e insuficientes”

Partido Comunista reagiu à mensagem de Natal do primeiro-ministro e voltou a reafirmar que vai continuar a lutar para que o salário minímo chegue aos 600 euros em 2017

O PCP já reagiu à mensagem de Natal do primeiro-ministro, dizendo que valoriza “os passos e avanços” que o país deu com o Governo PS, mas ressalvado que são ainda “limitados e insuficientes”.

Num discurso no Porto, o membro da Comissão Política do Comité Central do PCP, Jaime Toga, disse que este ano houve “aspetos positivos” nas políticas do Governo, e deu como exemplo os manuais escolares passarem a ser gratuitos para o 1.º ciclo do ensino básico ou o alargamento do ensino pré-escolar.

Mas ressalvou que há “limitações e insuficiências, que não permitem resposta aos problemas de fundo que existem no país”.

Segundo Jaime Toga, o PCP “interveio” e “contribuiu de forma ativa e empenhada” para “os aspetos positivos, decorrentes da nova fase da vida política nacional”, mas estes são “insuficientes e limitados” e por isso “o país precisa que se vá mais longe”.

O comunista defendeu “mais e melhores serviços públicos”, em áreas como a saúde, educação e proteção social, bem como a “promoção e valorização da produção nacional, do trabalho e dos trabalhadores, por via do combate à precariedade, e do aumento geral dos salários”.

E acrescentou também que "não será possível resolver os problemas do país sem romper com os constrangimentos externos, sem romper sem os constrangimentos da União Europeia, do euro, sem romper com a submissão do capital monopolista”, disse acrescentando ser necessário "assumir uma política patriótica e de esquerda que dê respostas às necessidades do pais".

Jaime Toga aproveitou ainda para reafirmar o empenho “que o PCP tem em que o salário mínimo nacional possa ser de 600 euros no próximo ano”.

“Entendemos que não só é necessário como é possível" concretizar uma política “patriótica e de esquerda que assuma a soberania nacional, o seu exercício, a defesa e o primado interesse do povo português e do país”, frisou.

O responsável disse ainda ser possível concretizar esta política “por via da luta dos trabalhadores e das populações, em defesa dos seus interesses e direitos, por via da convergência de democratas e patriotas que estão séria e convictamente empenhados na resolução dos problemas do país, mas também por via do reforço do PCP”.