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Política

BE diz que defesa da educação precisa de investimento

A deputada do Bloco de Esquerda, Marisa Matias, disse este domingo em reação à mensagem de Natal do primeiro-ministro, que foi centrada na aposta na educação, que essa aposta precisa de mais do que apenas boa vontade

A eurodeputada do Bloco de Esquerda, Marisa Matias afirmou este domingo, em reação à mensagem de Natal do primeiro-ministro, que a defesa da educação não se faz apenas "com boa vontade", é necessário investir.

A defesa da educação não se faz apenas "com boa vontade ou com medidas pontuais. É preciso investimento", disse a eurodeputada bloquista, sublinhando que o país continua a pagar "mais em juros da dívida" do que aquilo que gasta com o orçamento global para a educação.

"Precisamos de libertar recursos", reivindicou Marisa Matias, que falava na sede do Bloco de Esquerda de Coimbra, em reação à mensagem de Natal do primeiro-ministro, António Costa, que considerou hoje a educação como a principal prioridade das famílias e da sociedade.

No entanto, a eurodeputada do BE reconheceu que o Governo assumiu um compromisso "com a escola pública", nomeadamente quando "decidiu começar a cessar os contratos de associação ou medidas como a gratuitidade dos manuais escolares".

Apesar do compromisso assumido, Marisa Matias vincou que o "eterno problema" centra-se nos "recursos disponíveis", com o país a ter um "saldo primário muito elevado", mas sem poder usufrui-lo.

"A renegociação da dívida é uma questão absolutamente central", permitindo ao país "libertar recursos" para poder investir, nomeadamente na educação, notou.

Na reação do BE ao discurso de António Costa, a eurodeputada frisou ainda que 2016 "provou que era possível fazer melhor do que se fez nos anos anteriores", referindo que o Governo tem de provar "de que se pode fazer melhor em 2017".

"Estamos contentes, mas não estamos ainda satisfeitos", resumiu, deixando ainda alguns desafios para o executivo socialista: um investimento sério na cultura, o fim das parcerias público-privadas no Serviço Nacional de Saúde (SNS), combate à precariedade não só no setor público como no privado e ainda um incremento da contratação coletiva.