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“A pobreza e a precariedade laboral são as maiores inimigas de uma melhor economia”

João Relvas/Lusa

Na sua tradicional mensagem de Natal, o primeiro-ministro, António Costa, deu destaque à saúde e, principalmente, à educação, considerando-a muito importante no desenvolvimento do país

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

O primeiro-ministro, António Costa, destacou este domingo à noite que o investimento na educação e na transferência de conhecimento é essencial no combate à precariedade laboral e na consequente melhoria da economia.

“Para termos uma cidadania exigente e informada, para termos melhores empregos, empresas mais produtivas e uma economia mais competitiva, temos de investir na cultura e na ciência, na educação e na formação ao longo da vida”, disse na tradicional mensagem de Natal, transmitida na RTP1 a partir de um jardim de infância.

Porque, acrescenta, “a pobreza e a precariedade laboral são as maiores inimigas de uma melhor economia. Teremos melhor economia com melhores empresas e melhores empresas com melhores empregos. A melhor prenda que podemos dar aos nossos filhos, sobrinhos ou netos é o futuro de uma sociedade digna em que todos possam aceder ao melhor conhecimento”.

Por isso mesmo, o primeiro-ministro notou que não é apenas no Natal que as crianças têm de estar “no centro das nossas preocupações”, mas sim todos os dias. E que “a sua educação tem de ser a primeira das nossas prioridades, enquanto famílias e enquanto sociedade”.

Diz Costa que a “democratização do conhecimento é essencial para reduzir as desigualdades e garantir a todos iguais oportunidades de realização pessoal”. Porque, repara, “sabemos que as crianças que frequentam o ensino pré-escolar têm maior sucesso escolar”. E “que os jovens que estão no ensino profissional têm mais oportunidades de obter um trabalho mais qualificado, e os que acedem ao ensino superior tem mais oportunidades de ter um emprego melhor”, e ainda “que os adultos que frequentam ações de formação melhoram as perspetivas de progredir na sua carreira ou de reencontrarem trabalho se estiverem desempregados”.

Mas Portugal está no bom caminho, ressalva.

“Os excelentes resultados recentemente alcançados revelam o sucesso do esforço que as famílias e o País têm feito desde o 25 de Abril, na cultura e na educação, na ciência e na formação. Foi este investimento no conhecimento que permitiu recuperar setores como o calçado ou o têxtil, que melhorou a qualidade dos nossos produtos agrícolas e dos serviços turísticos e que nos abriu as portas para novos sectores como o automóvel, as energias renováveis e para as enormes oportunidades da nova economia digital. É este o caminho que temos de prosseguir. Continuando a formar as diversas gerações e melhorando os mecanismos de transferência do conhecimento para as empresas”, disse.

E para António Costa, “a melhor forma de o fazer é aumentando os empregos de qualidade que ofereçam confiança no futuro à geração mais qualificada que Portugal já formou e que nunca mais queremos que seja forçada a emigrar. Queremos e precisamos destes jovens”.

Além da educação, o primeiro-ministro destacou ainda a erradicação da pobreza e a saúde, porque, disse, “não queremos que ninguém fique para trás”.

“A escola pública é a garantia universal de uma educação de qualidade, tal como o Serviço Nacional de Saúde garante a todos o acesso aos melhores cuidados de saúde”, comentou.