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Política

Ministros voltam aos debates na AR a partir de 19 de janeiro

José Caria

CDS propôs em reunião da conferência de líderes parlamentares que o primeiro ministro a ser ouvido seja Adalberto Campos Fernandes, “porque estamos muito preocupados com o que se está a passar na área da saúde”

O ministro da Saúde poderá ser o primeiro membro do Governo a participar nos debates em plenário previstos no regimento da Assembleia da República, a 19 de janeiro, por proposta do CDS.

"Sugerimos que fosse o ministro da Saúde porque estamos muito preocupados com o que se está a passar na área da saúde e a necessidade que o ministro tem de prestar contas, com a cativações que são conhecidas, com as consequências dessas cativações", afirmou o líder parlamentar do CDS Nuno Magalhães, em declarações aos jornalistas no Parlamento, no final da conferência de líderes realizada ao final desta manhã.

Na reunião, ficou acordado que o primeiro debate com ministros da legislatura irá realizar-se no dia 19 de janeiro. De acordo com o artigo 225.º do regimento da Assembleia da República, "cada ministro deve comparecer perante o plenário pelo menos uma vez por sessão legislativa, para uma sessão de perguntas dos deputados".

Na primeira sessão da legislatura esses debates não se realizaram, tendo o CDS, na última conferência de líderes, alertado para a necessidade de se cumprir o regimento.

Segundo Nuno Magalhães, esta manhã os centristas voltaram a insistir e propuseram que fosse Adalberto Campos Fernandes a 'inaugurar' os debates em plenário.

Da parte do Governo "não houve nenhuma reação negativa" à sugestão do CDS, tendo ficado o compromisso de que iriam ser feitas diligências para confirmar a disponibilidade do ministro da Saúde para a data acordada, acrescentou o líder da bancada dos democratas-cristãos. Caso Adalberto Campos Fernandes não possa comparecer no Parlamento a 19 de janeiro, será indicado outro membro do Governo.

Nuno Magalhães fez, contudo, votos para que "o Governo não esconda o ministro da Saúde", insistindo na importância de o ouvir na Assembleia da República.