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Política

Marcelo promulga OE e deixa “quatro desafios sérios”

Marcos Borga

O Presidente da República apresentou quatro razões para promulgar o documento e quatro desafios para o próximo ano. Marcelo quer “mais esperança para o futuro de Portugal”

Marcelo Rebelo de Sousa promulgou o Orçamento do Estado para 2017. O Presidente da República, num comunicado ao país no final da tarde desta quarta-feira, referiu quatro razões para a decisão tomada e quatro desafios presentes no documento.

O facto de os números apresentados para execução orçamental de 2016 e para o défice de 2017 apontarem para “valores aceites pela Comissão Europeia” foram as duas primeiras razões enunciadas por Marcelo para aceitar o documento, por transmitem “uma preocupação de rigor financeiro”. A estas juntam-se a “estabilidade financeira e política”, que considerou ser “essencial” na consolidação do sistema bancário, e ainda o “ano complexo para a Europa e o Mundo” que se avizinha, com “importantes eleições e as negociações da saída do Reino Unido da União Europeia”.

Esta última razão foi também apresentada como o primeiro desafio no próximo ano (“a imprevisibilidade no mundo e na Europa”). Para o Presidente é ainda preciso prestar atenção à “conclusão do processo de consolidação do sistema bancário”, “respeitar a necessidade de mais crescimento económico” e “aumentar as exportações”.

“Estamos a terminar um ano caracterizado por uma procura de serenidade, diálogo e apaziguamento, fundamentais para o rigor financeiro e estabilidade social, sem a qual não estabilidade financeira e política. O objetivo? Aumentar a esperança dos portugueses”, disse Marcelo. “Mais esperança para o futuro de Portugal”, concluiu.

Marcelo Rebelo de Sousa recebeu esta quarta-feira o documento, que garantiu ter “aprovado de imediato”. E esta promulgação, sublinhou, “não significa que concorde com tudo política e juridicamente” que está presente no OE para 2017.