Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Lesados do GES: Jerónimo diz que “Estado não deve pagar regabofe de banqueiros”

“A nossa posição é a de que dinheiros públicos não deveriam ser enviados para resolver o problema. Se for encarada essa proposta, que vise apenas resolver os problemas dos pequenos investidores que viram o trabalho de uma vida ser perdido”, defende o líder do PCP

O líder comunista entende que "o Estado não deve, de forma generalizada, pagar os erros e o regabofe por parte da banca e dos banqueiros", em comentário ao acordo anunciado para compensar os lesados do BES/GES.

"Em síntese, a nossa posição é a de que dinheiros públicos não deveriam ser enviados para resolver o problema. Se for encarada essa proposta, que vise apenas resolver os problemas dos pequenos investidores que viram o trabalho de uma vida ser perdido", defendeu Jerónimo de Sousa, em declarações à Lusa, após um encontro esta terça-feira com dirigentes da CGTP, em Lisboa.

De acordo com fontes envolvidas nas negociações, os clientes lesados que aceitem a solução têm garantido que receberão 75% do valor investido, num máximo de 250 mil euros, nas aplicações até 500 mil euros, e 50% para as aplicações acima dos 500 mil, valor que será pago até 2019.

"Os lesados disponibilizaram-se a abdicar de grande parte do que reclamam (199 milhões de euros). Os créditos ascendem a 485 milhões de euros [incluindo juros] e estão dispostos a receber 286 milhões de euros", afirmou na segunda-feira o advogado e amigo do primeiro-ministro, Diogo Lacerda Machado, que mediou as negociações entre Associação de Indignados e Enganados do Papel Comercial, Banco de Portugal, CMVM e 'banco mau' BES.