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Marques Mendes diz que apoio do PSD ao CDS em Lisboa depende de acordo no Porto

O ex-líder do PSD diz, contudo, que será dificil o CDS aceitar essa contrapartida e que, com ou sem ela, o apoio a Cristas será sempre mau para os dois lados

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

O ex-líder do PSD, Luís Marques Mendes, disse este domingo no seu habitual comentário na SIC, que estão de facto a correr negociações entre o PSD e o CDS para a Câmara de Lisboa, como o Expresso e outros jornais avançam este sábado, mas que essas conversações envolvem uma contrapartida que o CDS pode não estar disposto a aceitar.

Segundo Marques Mendes, o PSD diz que só apoia Cristas em Lisboa se o CDS não apoiar Rui Moreira no Porto. "Isso é o que está a ser equacionado", disse, mas acresentando que isso lhe parece "muito difícil" porque seignificaria que o CDS deixaria de apoiar um candidato que tem mais possibilidades de ganhar que outro que surgisse agora.

Seja como for, aceitando ou não esta contrapartida, Marques Mendes considera que o apoio do PSD a Assunção Cristas "é um presente envenenado", ou seja, não é vantajoso para nenhum dos dois lados.

"Nesta altura do campeonato, apoiar Cristas é visto como um acto de rendição. É visto como falta de comparência. Só vou apoiar porque não tenho candidato à altura. Se tivesse sido início era diferente. Agora dá uma imagem de fraqueza externa e pode gerar muitas divisões internas. E portanto, é mau para o PSD se for essa a opção, tanto quanto sei ainda está a ser equacionada", disse no seu habitual comentário de domingo à noite na SIC.

E acrescenta: "Mas também é um presente enveneado para Assunção Cristas. Porque se ela ela ganhar com o apoio do PSD di-se-á que o mérito não é de Cristas, mas do apoio do PSD. Se ela perder vai ser criticada, porque com o apoio do PSD ela já está obrigada a ganhar. E ela não vai conseguir o iobjetivo que quer. No fundo ela não quer propriamente ser presidente da Câmara, ela quer é contar votos e tentar mostrar que vale mais do que vale o CDS".