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PCP lança campanha para preparar saída de Portugal do euro

PAULO NOVAIS / Lusa

Jerónimo de Sousa anunciou a medida este sábado à tarde numa conferência de imprensa na sede nacional do partido, em Lisboa

O PCP vai realizar, entre janeiro e junho de 2017, uma campanha para preparar a saída de Portugal do euro, anunciou este sábado o líder do partido, Jerónimo de Sousa.

"Foi decidido realizar uma campanha em torno da libertação da submissão ao euro, entre janeiro e junho de 2017, em articulação com a exigência de renegociação da dívida e a recuperação do controlo público da banca", disse numa conferência de imprensa na sede do PCP, em Lisboa.

Jerónimo de Sousa disse ainda no mesmo encontro que vai pedir reuniões ao PS, Bloco de Esquerda e ao Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) para reafirmar "o empenhamento do PCP na convergência de forças, setores e personalidades disponíveis para a construção da alternativa patriótica e de esquerda, e com o objetivo de transmitir aspetos essenciais das conclusões do XX Congresso".

O secretário-geral do PCP comunicou ainda que o seu partido vai continuar a defender "a fixação do salário mínimo nacional em 600 euros no início de 2017", mesmo depois de o parlamento ter rejeitado uma proposta nesse sentido.

E fez ainda um comentário quanto à saúde, considerando que existe "a imperiosa necessidade de tomada de medidas" no setor, "agora que se aproxima o pico das temperaturas baixas com o surto de gripe a elas associado".

"A possibilidade de se repetirem situações de caos nas urgências hospitalares é real. É necessário impedir situações idênticas às verificadas nos últimos anos, com tempos de espera muito acima do que seria normal e com consequências dramáticas para alguns dos doentes que recorreram a esses serviços", defendeu.

Segundo o PCP, devem ser tomadas "as inadiáveis medidas necessárias para a formação das equipas, que passam não pela aposta na contratação dos profissionais das empresas de aluguer de mão-de-obra, mas pela resolução dos constrangimentos que dificultam a constituição das equipas com profissionais dos respetivos hospitais e a disponibilização de mais camas de internamento", acrescentou.

Na declaração que leu aos jornalistas, Jerónimo de Sousa alertou também para o que classificou de "grave situação existente no setor dos transportes públicos, em resultado da saída de trabalhadores e da persistente falta de manutenção das frotas, problemas que têm condicionado de forma preocupante a mobilidade das populações nos últimos anos".

"O PCP defende a necessidade da tomada de medidas urgentes visando a solução dos problemas existentes, designadamente nos transportes fluviais e no metropolitano", disse.