Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

PCP vota contra protesto pela “obstrução” a jornalistas da SIC e Expresso em Cuba

Voto de protesto foi aprovado pelo PSD, CDS-PP e PAN. Bancadas parlamentares do PS e do BE distanciaram-se da proposta

PSD, CDS-PP e PAN aprovaram esta sexta-feira um voto de protesto pela "obstrução" em Cuba ao trabalho de jornalistas da SIC e Expresso, mas o PCP votou contra e o PS e o BE distanciaram-se da proposta.

No voto de protesto, o PSD refere que nas recentes cerimónias do líder histórico cubano, Fidel Castro, três jornalistas portugueses que faziam a cobertura do evento para o jornal Expresso e para a SIC "foram intercetados e interrogados pelas autoridades cubanas e, dessa forma, alvo de dificuldades acrescidas na realização do seu trabalho".

"O regime cubano dá, desta forma, provas de não ter assimilado práticas democráticas e respeitadoras da liberdade de informação e de expressão, com as quais não se pode pactuar", lê-se no mesmo documento.

Na sequência da votação, as bancadas do PS, do Bloco de Esquerda e do PCP anunciaram a apresentação de declarações de votos.

Pela parte do PCP, considera-se que o voto proposto pelo PSD pretendeu associar a Assembleia da República a "uma autêntica manobra de provocação ao serviço daqueles que, de forma consciente e premeditada e recorrendo às mais grosseiras falsidades, desrespeitam o profundo significado das cerimónias fúnebres de Fidel Castro recentemente realizadas em Cuba".

"A Assembleia da República deve pugnar a sua intervenção no respeito pela Constituição da República e não servir de instrumento ou suporte a ações que não se inscrevem no quadro do desenvolvimento de laços com base na igualdade, reciprocidade e respeito mútuo com outros Estados e povos", acrescenta-se na declaração de voto apresentada pelo PCP.

  • Se dúvidas houvesse sobre a existência de prisões arbitrárias e intimidatórias em Cuba, a detenção dos enviados do Expresso e da SIC, durante o funeral de Fidel Castro, na madrugada de domingo passado, tê-las-iam desfeito. A “operação” funeral de Fidel foi um momento crucial para o regime liderado por Raul Castro consolidar a Revolução, silenciar a oposição, reforçar a repressão e a vigilância