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MNE está a acompanhar situação dos portugueses presos políticos na Venezuela

RONALDO SCHEMIDT

O consulado de Portugal em Caracas “está a acompanhar” a situação dos cidadãos portugueses Vasco Costa e Dany Abreu, e do luso-descendente Juan Miguel Sousa. Nenhum deles pediu “apoio consular” e só Dany Abreu admite ser deportado para Portugal

O consulado de Portugal em Caracas “está a acompanhar” a situação dos cidadãos portugueses Vasco Costa e Dany Abreu, e do luso-descendente Juan Miguel Sousa, que atualmente estão detidos na Venezuela por razões políticas.

“Os cidadãos em causa ou os seus familiares não solicitaram recentemente qualquer tipo de apoio por parte das nossas autoridades consulares” disse ao Expresso a assessoria de imprensa da secretaria de Estado das Comunidades. A diplomacia portuguesa já solicitou formalmente “informações às autoridades venezuelanas sobre a situação destes cidadãos” através do Consulado Geral de Portugal em Caracas.

A situação deste grupo de três cidadãos de origem portuguesa foi objeto de uma denúncia do eurodeputado socialista Francisco Assis, conforme relata a edição do Expresso Diário desta quinta-feira. Na sequência da denúncia de Assis,o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schultz, enviou uma carta a Federica Mogherini, responsável pela Política Externa da União Europeia, apelando à condenação desta violação de direitos.

Só Dany Abreu admite ser deportado para Portugal

“O Consulado Geral tem estado a acompanhar” o caso de Dany Abreu de 32 anos, e já “solicitou informações ao Diretor Geral dos Serviços Prisionais sobre a situação deste nacional não tendo sido obtida até à data qualquer resposta”. Abreu também não informou o “Consulado Geral em Caracas se queria ter apoio consular” até à data: “Em contacto subsequente co o Consulado Geral, este cidadão comunicou que não se importaria de ser deportado para Portugal”, de acordo com a secretaria de Estado das Comunidades.

Ao contrário do que acontece com a detenção de Abreu, o “Consulado Geral de Caracas não tem conhecimento oficial da detenção” de Juan Miguel de Sousa, 52 anos,“nem ao Consulado chegou qualquer pedido de apoio”. Por seu lado, Vasco da Costa, 57 anos, “não quer de todo ser deportado para Portugal, pelo que manifestou o desejo de ser tratado como venezuelano e não receber qualquer apoio consular formal por parte do Consulado Geral em Caracas.”

Ao Expresso Diário desta quinta-feira, o eurodeputado Francisco Assis explica que os três presos com ligações a Portugal ainda nem sequer foram julgados, ao fim de vários meses, e são suspeitos de “atos terroristas, o que na linguagem do regime venezuelano significa atividades políticas subversivas, como participar em manifestações de oposicionistas”. “Isto é um atentado contra os direitos humanos que merece o nosso profundo repúdio”, afirma.