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MNE espera que filhos do embaixador do Iraque colaborem com a Justiça

MIGUEL A. LOPES / Lusa

Ministério de Augusto Santos Silva diz que continua à espera da resposta do Iraque ao pedido de levantamento da imunidade diplomática de Haider Ali e Ridha Ali

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) disse ao Expresso que recebeu esta terça-feira da parte da embaixada do Iraque a informação de que tinham enviado uma nota a comunicar a saída do país por parte dos filhos do embaixador, no entanto, ainda não conseguiram confirmar essa questão.

“Logo que possível, averiguaremos se foi efetivamente recebida, nos nossos serviços, essa comunicação e, se sim, quando”, afirmou ao Expresso fonte oficial do MNE.

Questionada sobre se o MNE teme que com essa saída os filhos do embaixador não venham a colaborar com a Justiça portuguesa, a mesma fonte disse que continuam “à espera da resposta do Iraque ao pedido de levantamento da imunidade, para que os suspeitos possam ser interrogados pelas autoridades judiciais”.

Os irmãos Haider Ali e Ridha Ali, acusados de terem agredido violentamente um jovem em Ponte de Sor, saíram esta terça-feira do país com destino a Istambul, segundo uma notícia avançada pela RTP.

O Expresso sabe que no momento de embarque os inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) alertaram o Ministério Público para confirmar se havia algum impedimento à saída daqueles jovens. O MP disse que não, uma vez que os dois irmãos não estão sob qualquer medida de coação e têm ambos o passaporte diplomático válido.

Na quarta-feira passada, a Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou que faz questão de interrogar e constituir como arguidos os dois filhos do embaixador iraquiano. Num comunicado, a PGR explicou que o MNE voltou a pedir à embaixada iraquiana o levantamento da imunidade diplomática dos jovens, solicitando uma resposta formal num prazo máximo de 20 dias úteis.

Haider Ali e Ridha Ali são suspeitos do crime de homicídio na forma tentada, após terem agredido violentamente na madrugada de 17 de agosto Rúben Cavaco na sequência de desacatos à saída de um bar em Ponte de Sor.