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Política

CDS-PP fala de “mudez e cegueira” da esquerda para SNS “ameaçado pelas cativações”

Centristas denunciaram no Parlamento "a maior delapidação dos recursos humanos no SNS"

A deputada do CDS-PP Isabel Galriça Neto defendeu hoje que o Serviço Nacional de Saúde está "ameaçado pelas cativações", dívidas e pagamentos em atraso, perante a "conveniente mudez e cegueira seletivas" da esquerda.

"O SNS, e com isso a saúde de milhões de portugueses, está fortemente capturado e ameaçado pelas cativações, pelas faturas em atraso, pelas dívidas crescentes", defendeu Isabel Galriça Neto, numa declaração política na Assembleia da República.

A deputada centrista argumentou que a saúde dos portugueses está a ser afetada pelas políticas do Governo, "apoiados por aqueles que, por muito menos e durante o período restritivo do programa de assistência financeira" falavam "todos os dias de cortes cegos, de desinvestimento, de desmantelamento e de destruição do SNS".

"Onde estão eles agora? O vosso silêncio é confrangedor e terão que explicar aos portugueses a razão da vossa conveniente cegueira e mudez seletivas", desafiou Isabel Galriça Neto.

A deputada aludiu a denúncias que as várias ordens profissionais da Saúde têm feito, sem especificar as declarações da bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, que afirmou na segunda-feira, citada pelo jornal Público, que doentes ficaram sem alimentação nem medicamentos durante dois dias numa unidade de saúde pública que não especificou.

Esta referência foi explicitamente feita pela deputada do PSD Ângela Guerra, no período de pedidos de esclarecimento.

Nessa altura, a deputada do PS Maria Antónia Almeida Santos respondeu que este ano o SNS admitiu mais 3000 profissionais de saúde, abriu mais unidades saúde familiares, disponibilizou mais médicos de família, mais especialistas hospitalares, mais consultas, mais cirurgias e mais camas nos cuidados continuados.

"A senhora deputada nos últimos quatro anos foi conivente com a maior delapidação dos recursos humanos no SNS", acusou.

Este foi também o tom do PCP, através da deputada Carla Cruz, e do BE, pelo deputado Moisés Ferreira.

Ainda na intervenção inicial, a deputada do CDS-PP apontou para o "garrote da reposição precipitada das 35 horas": "Foi-nos dito que isso correspondia a uma aposta nos recursos humanos do SNS".

"Como justificam, então, agora, que tenhamos centenas de milhares de dias de folga e horas extraordinárias em dívida aos enfermeiros, como justificam que continuem a não ser contratados enfermeiros, como justificam que continuem a não ser contratados enfermeiros que assegurem os níveis de segurança devidos aos doentes, como justificam que faltem outros profissionais em tão elevado número, quando sabiam à partida que estavam a reduzir horas de prestação?", questionou.