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Miguel Albuquerque reeleito líder do PSD-Madeira

HOMEM DE GOUVEIA/ Lusa

O presidente dos sociais-democratas foi o único candidato nas diretas do partido e foi eleito por 98,2% e sem votos contra

Marta Caires

Jornalista

O novo líder do PSD-Madeira foi eleito esta sexta-feira por 98,2 %. Miguel Albuquerque era o único candidato e recebeu 2850 votos a favor dos militantes que participaram nas eleições internas do partido. A abstenção não foi além dos 17,8% - eram 3.532 os militantes com quotas em dia e em condições de votar. Não houve votos contra, apenas 35 votos brancos e 16 nulos. Sem oposição declarada, Albuquerque diz que o “PSD está mobilizado” e que o desafio é recuperar a “maioria das câmaras da Madeira” em 2017.

A paz interna dependerá de quantas câmaras municipais o PSD conseguir ganhar no próximo ano, mas sobretudo do resultado do Funchal, onde ganhar ou perder pode definir o futuro político de Albuquerque. O objetivo, anunciou esta sexta-feira pouco depois de ter votado, é recuperar a maioria dos 11 concelhos. Neste momento, os sociais-democratas são poder apenas em quatro câmaras. Por enquanto, no entanto, ninguém arrisca dar a cara contra um líder que tem uma maioria presa por apenas um deputado no parlamento regional. Ainda que se fale muito na necessidade de uma remodelação no governo, a ideia é que este não é o momento para agitar as águas.

O ambiente é diferente de 2014 quando se apresentaram seis candidatos à sucessão de Alberto João Jardim e a escolha só se fez numa segunda volta, a 29 de Dezembro. A mobilização do partido foi grande com entrada de novos militantes, mas sobretudo com os antigos militantes a regularizar as quotas para poder votar. As listas chegaram aos 7.163 militantes em condições de votar e escolher um dos seis candidatos: Miguel Albuquerque, Manuel António Correia, João Cunha e Silva, Sérgio Marques, Miguel Sousa e Jaime Ramos.

Albuquerque ganhou a primeira volta a 19 de Dezembro e disputou a segunda com Manuel António Correia, na altura secretário do Ambiente e preferido de Jardim. Os resultados foram expressivos: 64% contra 36% e ganhou Miguel Albuquerque. O líder eleito prometeu união e foi para eleições regionais antecipadas, que se realizaram a 29 de Março de 2015. Nas listas de deputados estavam dois dos seus adversários Miguel Sousa e Sérgio Marques. O PSD ganhou por maioria – de apenas um deputado – e Albuquerque escolheu Sousa para vice-presidente da Assembleia Legislativa e Marques para secretário regional dos Assuntos Parlamentares e com a tutela das obras públicas.

De fora da política de união do novo PSD ficaram João Cunha e Silva, vice-presidente de Jardim, Manuel António Correia, secretário do Ambiente e ainda o polémico líder parlamentar do PSD Jaime Ramos. Depois da tomada do novo governo regional cada um retornou aos seus lugares de origem. Jaime Ramos voltou à vida empresarial e a liderança da bancada parlamentar social-democrata passou ao filho, Jaime Filipe Ramos. Cunha e Silva e Manuel António Correia foram ocupar as funções que tinham na administração pública regional.

E desde as eleições internas de 2014 que estão em silêncio, sobretudo Manuel António Correia, o homem que era o preferido de Jardim e que ficou em segundo lugar. O antigo secretário regional remeteu-se ao silêncio e recusa comentar a vida interna ou a política madeirense, mas vai votar nas eleições de sexta-feira. Quanto a Cunha e Silva, o vice-presidente de Jardim, escreve crónicas no Diário de Notícias da Madeira sobre política, mas por enquanto apenas sobre política nacional. Quanto a Jardim, o antigo líder do PSD, escreve na página pessoal Facebook e num blogue, mas tem sido muito discreto nos últimos tempos.

O congresso do PSD-Madeira está marcado para os dias 21 e 22 de Janeiro.