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Marcelo: é “completamente prematuro” discutir renegociação da dívida

Marcos Borga

Tendo em conta as eleições que vão ter lugar em diversos países europeus em 2017, o Presidente português considera que o debate sobre o assunto seria neste momento politicamente irrelevante

O Presidente da República considerou esta sexta-feira “prematuro e extemporâneo” fazer uma discussão sobre a renegociação da dívida portuguesa, face ao período de eleições que vai ter lugar, durante o próximo ano, em várias países fundadores da União Europeia.

“Estar a especular sobre cenários europeus num ano em que vai haver eleições em várias das economias fundadoras da União Europeia, até, praticamente, daqui a um ano, estar a especular sobre o que será a Europa nessa altura, e estar a fazer um debate sobre matéria da dívida, é completamente prematuro e extemporâneo. Não faz sentido”, disse Marcelo Rebelo de Sousa.

“Só se quisermos um daqueles debates a que eu estava habituado na universidade, em que debatemos, teoricamente, tudo. E é muito útil. Mas debater [a renegociação da dívida], em termos concretos, com relevância política, não faz sentido nenhum”, acrescentou.

O Presidente da República, que falava aos jornalistas durante a visita à fábrica de automóveis de Palmela, integrada nas comemorações dos 25 anos da Autoeuropa, lembrou ainda que Portugal está a cumprir os compromissos assumidos com a União Europeia.

“Neste momento há compromissos assumidos, os compromissos estão a ser cumpridos, os resultados vão na linha desses compromissos. São boas notícias”, disse.

“É uma boa notícia que a execução orçamental aponte para os 2,5% este ano, é uma boa notícia a aprovação de um orçamento que aponta para uma redução do défice no ano que vem. Agora, a Europa mudará daqui a um ano, daqui a dois, daqui a dez? Que Europa será? E no quadro dessa Europa o que é que acontecerá? Vale a pena estarmos fazer disso uma questão de debate hoje? Eu, realisticamente, penso que não”, concluiu.