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Wall Street fecha com terceiro recorde consecutivo do Dow Jones

O desempenho bolsista “está ligado à ideia, muito divulgada, de que o Banco Central Europeu (BCE) vai prolongar o seu programa de compra de ativos”, quando comunicar a decisão da sua reunião de quinta-feira, avançou Jack Ablin, do BMO Private Bank

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em alta, com os índices Dow Jones e S&P 500 a fixarem novos máximos no fecho, graças ao apoio que os investidores encontraram nas praças europeias para superarem a anemia noticiosa norte-americana.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o Dow Jones Industrial Average valorizou 1,55% (297,84 pontos), para umas inéditas 19.549,62 unidades, no que é um seu terceiro recorde consecutivo.

O Nasdaq cresceu 1,14% (60,76), para as 5.393,76 e o índice alargado S&P 500 avançou 1,32% (29,12), para uns nunca registados 2.241,35 pontos.

A primeira metade da sessão bolsista decorreu de forma hesitante, com os índices a variarem pouco em torno do ponto de equilíbrio, antes de acelerarem nas últimas horas.

O desempenho bolsista “está ligado à ideia, muito divulgada, de que o Banco Central Europeu (BCE) vai prolongar o seu programa de compra de ativos”, quando comunicar a decisão da sua reunião de quinta-feira, avançou Jack Ablin, do BMO Private Bank.

Com efeito, Wall Street parece deixar-se ganhar por um movimento impulsionado desde o início da semana pelas praças europeias, que apresentaram fortes altas, animadas pela ideia de que a instituição financeira de Frankfurt vai anunciar a manutenção do seu apoio já acentuado à economia.

“Neste momento, o BCE tem mais influência no S&P 500 do que a Reserva Federal” (Fed), com os investidores norte-americanos a esperarem que o banco central dos EUA vá fazer o contrário do seu homólogo europeu na próxima semana, ao preverem a subida das taxas de juro de referência da Fed na próxima semana, insistiu Ablin.

A exposição dos investidores em Wall Street à atualidade internacional foi tanto maior quanto escasseou durante o dia o noticiário económico sobre os EUA.

Para Peter Cardillo, economista-chefe do First Standard Financial, a praça de Wall Street continua impulsionada pelo “entusiasmo” sensível desde a eleição inesperada de Donald Trump para a presidência dos EUA há cerca de um mês.

Por outro lado, os índices bolsistas estiveram sujeitos a movimentos instáveis devido a elementos sazonais ligados ao fim do ano, quando se aproximam os balanços contabilísticos.