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Bruxelas quer saber como vai avançar o plano de recapitalização da CGD

JOHN THYS / AFP / Getty Images

Margrethe Vestager, comissária europeia para a Concorrência, diz que foi informada pelo Governo sobre as alterações na equipa de administração da Caixa. Adianta que os contactos com as autoridades portuguesas estão a decorrer para que “o Governo e a nova equipa de gestão indiquem como é que o caso vai prosseguir” e espera que com a injeção de capital “o banco possa seguir em frente”

Bruxelas está a par das alterações na Caixa Geral de Depósitos e da entrada de Paulo Macedo para o lugar de António Domingues, à frente do conselho de administração do banco. "Estamos em contacto e numa troca normal de informação com o Governo português, para que ele juntamente com a nova de gestão indiquem como é que o caso vai prosseguir", disse esta manhã, em Bruxelas, a comissária com a pasta da Concorrência.

Questionada sobre se o acordo de princípio alcançado em agosto entre a Comissão e o Governo – e que permitiu que a recapitalização avançasse – tem um prazo de validade, a comissária respondeu "não ter um prazo em mente". No entanto, adiantou: "Obviamente, esperamos que com a injeção de capital – por parte do Estado – o banco seja capaz de seguir em frente".

De acordo com a Comissão Europeia, "não há um prazo de validade específico" para a luz verde dada ao Governo no verão, e que permite avançar com o plano de recapitalização do banco público, feito em condições de mercado, sem que o capital injetado seja considerado ajuda de Estado.

No final de novembro, o vice-presidente da Comissão Valdis Dombrovskis tinha afirmado que o acordo de princípio se mantinha, apesar da demissão de António Domingues, e que o "as autoridades portuguesas e a nova gestão da CGD" deveriam "continuar a cumprir o acordo".

Também o ministro das Finanças Mário Centeno tem garantido que o plano de recapitalização é para seguir como previsto.

[Notícia atualizada às 11h57]