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Adeus Belém. Marcelo alarga regra da rotatividade às reuniões do Conselho de Defesa

A última reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional realizou-se a bordo da “Sagres”, navio emblemático da Marinha

José Carlos Carvalho

Depois da Marinha, na “Sagres” atracada na Base Naval de Lisboa, chega a vez do Exército, no quartel de Santo Ovídio. O Presidente da República não deverá voltar a reunir-se com o Conselho Superior de Defesa Nacional no Palácio de Belém. O próximo encontro há de acontecer em instalações da Força Aérea

Carlos Abreu

Jornalista

Se dúvidas houvesse sobre a vontade do Presidente da República em respeitar o equilíbrio entre os três ramos das Forças Armadas, a marcação para esta terça-feira da habitual reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN) em instalações do Exército no Porto é disso um sinal claro e evidente. Fonte de Belém lembrou ao Expresso que o CDSN reuniu-se pela última vez, a 6 de outubro, a bordo da “Sagres”, navio emblemático da Marinha, atracada no Alfeite, e que um futuro encontro decorrerá em instalações da Força Aérea.

O Expresso sabe que da agenda da reunião no Porto consta, como de costume, o destacamento de forças nacionais. Ainda que não tenha sido relevada nem venha a constar esta terça-feira do comunicado final, sempre lacónico, o Expresso sabe que a missão no Kosovo deverá ser debatida. Com efeito, Portugal deverá empenhar durante o próximo ano uma força do Exército de dimensão idêntica (189 militares) àquela que até junho há de deixar este território dos Balcãs, tal como disse aos jornalistas o ministro da Defesa, na NATO, em Bruxelas, em meados de outubro.

A 8 desse mês, questionado pela Lusa, Azeredo Lopes justificou o abandono deste teatro de operações, onde os militares portugueses estiveram durante 18 anos, com a alteração das “condições estratégicas e operacionais que ditaram o envio da força portuguesa, nomeadamente as condições de segurança e estabilidade no território, hoje francamente mais favoráveis ao normal desenvolvimento do Kosovo”.

Integram o órgão consultivo de Marcelo Rebelo de Sousa em matérias de Defesa Nacional o primeiro-ministro, os ministros dos Negócios Estrangeiros, da Defesa, da Administração Interna, das Finanças e da Economia, os chefes dos três ramos das Forças Armadas e do Estado-Maior-General, bem como os representantes da República para as regiões autónomas dos Açores e Madeira, o presidente da Comissão de Defesa Nacional e mais dois deputados.