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Porta-voz de Cristas: “Lisboetas já têm alternativa a Medina”

António Cotrim

CDS/Lisboa não comenta recusa de Santana mas lembra ao PSD que a sua candidata já leva um bom avanço no terreno

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

O fim do “tabu” de Pedro Santana Lopes não altera a estratégia do CDS em Lisboa: “Percebemos a decisão de Santana Lopes, que tem feito um bom trabalho na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. É, aliás, um dos melhores provedores que a Santa Casa já teve. Mas os lisboetas já têm uma alternativa a Fernando Medina, que é Assunção Cristas”, diz ao Expresso o líder do CDS/Lisboa e porta-voz da candidata centrista.

Sobre se o facto de Santana estar fora da corrida aumenta as hipóteses de o PSD vir a apoiar Cristas, João Gonçalves Pereira garante não estar preocupado nem ter pressa: “Respeitamos o tempo dos outros partidos”. Mas, numa subtil indireta aos sociais-democratas (que a menos de um ano das autárquicas ainda não têm candidato), recorda que a sua candidata já leva uns meses de avanço no terreno:

“Há quatro meses que andamos a contactar com os lisboetas e com as instituições da cidade, a recolher apoios e a conhecer os problemas dos bairros sociais, que costumam passar ao lado do dia a dia dos lisboetas. Ainda hoje passámos o dia em Marvila. E não nos vamos desviar da nossa agenda”.

A notícia de que o provedor da Santa Casa decidira pôr um ponto final à especulação e anunciar que não iria às autárquicas de 2017 apanhou Cristas em Marvila, onde passou o feriado (depois de ter marcado presença, como líder do CDS, nas comemorações oficiais do 1º de Dezembro). O dia da candidata — que esteve acompanhada de Carmona Rodrigues durante boa parte do tempo — terminou na Associação Cultural O Fado (a primeira escola de fado do país), com a própria a dar voz a ‘O Embuçado’.

CDS reúne Freitas, Basílio, Monteiro e Portas... em livro

Segunda-feira, o CDS assinala os 40 anos das primeiras eleições legislativas (em que elegeu 42 deputados) com a apresentação de um livro que reúne 30 discursos parlamentares de todos os líderes da bancada centrista, de todos os presidentes do partido e de alguns ministros. É assim que voltam ao CDS, ainda que sob formato impresso, Freitas do Amaral, Basílio Horta e Manuel Monteiro (que há muito deixaram de ser militantes).

“Agora que o CDS termina um ciclo de 16 anos de marcante liderança do dr. Paulo Portas, este registo histórico que consolida a nossa identidade assume maior relevo”, justifica no prefácio o líder parlamentar, e promotor da iniciativa, Nuno Magalhães, que entende o livro “não só como um tributo ao passado” mas como um “importante instrumento” para o presente e futuro.