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Política

PCP teve lucro de €1,2 milhões nos últimos 4 anos

Ana Baião

Comunistas conseguiram aguentar os anos de crise com as contas em positivo. Rendimentos do partido, quotizações dos militantes e contribuição dos deputados são a principal fonte de receita do PCP. As subvenções estatais são apenas a quarta base que sustenta a atividade do partido

O saldo orçamental do PCP nos últimos quatro anos, isto é desde o último congresso, foi de 1 261 006,97 euros. Os comunistas tiveram lucro ao longo deste período, registando apenas resultados líquidos negativos em 2012 (- 13 899 euros) e em 2014 (-103 333 euros), mas que foram largamente compensados nos anos de 2013 e 2015, onde chegaram a saldos positivos, respetivamente de 949 mil e de 429 mil euros.

A principal fonte de receitas dos comunistas está na rubrica “outros rendimentos e ganhos”, onde se inclui a venda de património imobiliário e que represas mais de 30% dos rendimentos partidários. Segue-se a “angariação de fundos”, que rendeu nos últimos quatro anos mais de 14 milhões de euros e, logo depois, as contribuições dos militantes, com um peso de mais de 16% das receitas comunistas.

A contribuição dos eleitos, ou seja, a entrega de uma parte do ordenado ao PCP por parte dos deputados e eurodeputados, somou 4,7 milhões de euros entre 2012 e 2016, contra os 4,5 milhões arrecadados no mesmo período de tempo através da subvenção estatal aos partidos políticos.

A independência financeira do PCP é um objetivo político e estratégico que o partido assume como parte da sua “atividade política”. Por isso mesmo, os números constam de um relatório minucioso distribuído a todos os participantes no XX Congresso, jornalistas incluídos. Os comunistas assumem que não conseguiram “ultrapassar a grave situação financia identificada” no último Congresso e isto apesar do esforço para conter as despesas. Só em 2015, as despesas do PCP somaram €10,8 milhões, quase menos €4 milhões que no ano anterior, tendo o partido conseguido reduzir nesses anos as despesas com o pessoal (€3,2 milhões em 2015) ou os custos (€1,7 milhões no mesmo ano).