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Santos Silva: “Era o que faltava estarmos todos obrigados a aplaudir”

MIGUEL A. LOPES / Lusa

Os deputados do BE não se levantaram nem aplaudiram os reis espanhóis durante a sua passagem pelo Parlamento, no âmbito da visita a Portugal. Mas para o Ministro dos Negócios Estrangeiros não houve qualquer descortesia

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse esta quinta-feira que não viu qualquer "sinal de descortesia ou de menos cortesia" quando os deputados do Bloco de Esquerda permaneceram sentados e sem aplaudir o discurso de Felipe VI na Assembleia da República, esta quarta-feira, no terceiro e último dia de uma visita de Estado dos reis espanhóis a Portugal.

"Não vi nenhum sinal de descortesia ou de menos cortesia no parlamento", afirmou o chefe da diplomacia portuguesa, questionado pela Lusa.

Os deputados "aplaudem ou não aplaudem, de pé ou sentados, na medida do entusiasmo que o discurso lhes suscita". "Era o que faltava estarmos todos obrigados a aplaudir", disse.

Além de não se levantarem nem aplaudirem, os deputados do Bloco também não participaram na sessão de cumprimentos a Felipe VI e Letizia, uma atitude qu suscitou críticas, nas redes sociais, nomeadamente de deputados do PS e do PSD, que acusaram os bloquistas de falta de educação e de desrespeito aos monarcas espanhóis.

Mas Santos Silva referiu que, quer quando os reis entraram no hemiciclo quer quando foram tocados os hinos português e espanhol, todas as bancadas parlamentares se levantaram.

Além disso, lembrou que no final do discurso, os deputados comunistas levantaram-se, mas não aplaudiram, enquanto as bancadas parlamentares do PS, PSD e CDS-PP saudaram a intervenção do rei espanhol com aplausos e de pé. Os membros do Governo também bateram palmas.

Um aplauso que, comentou o ministro, foi "particularmente vibrante" e que se prolongou por "muitos minutos", como uma demonstração da "grande simpatia" pelo chefe de Estado espanhol.

Os reis de Espanha visitaram Portugal entre segunda e quarta-feira, tendo passado pelo Porto, Guimarães e Lisboa.