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Nova administração da Caixa é apresentada na sexta-feira ao BCE

ANTÓNIO DOMINGUES. Presidente da Caixa Geral de Depósitos terá de decidir se fica ou sai depois de o Tribunal Constitucional decidir se o obriga ou não a publicar declarações de rendimentos e património

Fonte do Governo confirmou à SIC que os nomes da equipa seguirão amanhã para Frankfurt

Nova administração da Caixa Geral de Depósitos é apresentada na sexta-feira ao Banco Central Europeu.

Fonte do Governo confirmou à SIC que, “se não houver azares”, os nomes da equipa seguirão amanhã para Frankfurt.

No início desta semana, António Costa disse que o novo presidente do banco público seria conhecido até ao fim de semana.

António Domingues renunciou ao cargo no domingo passado, depois de uma polémica sobre os salários dos novos administradores e a obrigação de mostrarem as suas declarações de rendimentos e património.

  • As declarações de rendimentos, instrumento essencial numa democracia

    Ao longo das últimas décadas, acompanhando o desenvolvimento dos tratados anticorrupção pelo mundo fora, a obrigação de declarar património tornou-se cada vez mais comum. Neste momento, uma larga maioria dos países consagra-a legalmente, com graus de abrangência diversos. E a tendência é para permitir que os cidadãos comuns acedam a elas

  • DBRS ameaça cortar rating da Caixa Geral de Depósitos

    Agência canadiana de notação de risco colocou a avaliação do banco público "sob revisão com implicações negativas". Em causa estão as mudanças na administração, o plano de recapitalização e as dificuldades do banco em melhorar a rentabilidade e a qualidade dos ativos.

  • O que terá incomodado Domingues é a descoberta de que as empresas do Estado respondem perante o Estado. E o sinal que encontrou disso mesmo não foi qualquer intervenção indevida na vida interna do banco, como as que já tantas vezes aconteceram como bloco central. Foi a aprovação de uma lei que reafirma a ilegalidade de qualquer tratamento de exceção para os administradores da Caixa. O incómodo de Domingues é coerente com as exigências pouco razoáveis que fez para aceitar o lugar. Acha que é tão bom que a lei não se lhe deve aplicar e tão extraordinário que os deputados devem suspender as suas funções quando ele e os seus administradores estiverem em causa. Disse-se que António Domingues era o melhor. Mas alguém que, em tão pouco tempo, criou tantos problemas, fez tantas exigências e demonstrou tão pouca falta de talento a lidar com os mais banais inconvenientes que surgem a quem gere a coisa pública está muito longe de ser a melhor escolha para dirigir a CGD. A delirante arrogância de António Domingues não isenta de culpas quem o convidou e lhe ofereceu o que não podia oferecer. Mas é uma boa lição para quem julga que para ser um bom gestor público bastam qualidades técnicas específicas