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Felipe VI: “Quanto melhor vá a Europa, melhor irão Portugal e Espanha”

Marcos Borga

Concertação, irmandade, solidariedade: a receita do rei para acelerar a economia ibérica. Rei de Espanha discursou no Parlamento português

O rei Felipe VI de Espanha lembrou esta manhã no Parlamento português a crise económica que afetou gravemente os cidadãos dos dois países, defendendo que, retomada a "senda do crescimento", devem trabalhar para "consolidar a recuperação".

"Nos últimos anos, tanto Espanha como Portugal sofreram uma crise económica que afetou gravemente os nossos cidadãos. Hoje, as nossas economias retomaram a senda do crescimento e continuar a trabalhar no aprofundamento da relação económica bilateral é a melhor maneira de consolidar a recuperação, a criação de emprego e a sustentabilidade do modelo social que partilhamos", defendeu Felipe VI.

O chefe de Estado espanhol discursava na Assembleia da República numa sessão solene de boas-vindas por ocasião da visita de Estado de três dias a Portugal que hoje termina em Lisboa.

Felipe VI defendeu a concertação e irmandade ibéricas na União Europeia ao serviço dos interesses comuns e como apoio solidário "em momentos de dificuldade". "A nossa concertação e irmandade ibérica servem-nos bem para avançarmos os nossos respetivos interesses no seio da União e apoiarmo-nos solidariamente em momentos de dificuldade", disse. E frisou: "Quanto melhor vá a Europa, melhor irão Portugal e Espanha" e "quanto melhor sigam Espanha e Portugal, melhor caminhará a Europa".

O monarca posicionou ainda a Península Ibérica como "alternativa rentável para o abastecimento energético da Europa", salientando o interesse comum em melhorar as ligações energéticas com o resto do continente.

"Espanha e Portugal querem converter a Península Ibérica numa alternativa rentável ao abastecimento energético da Europa. Com esse fim se orientam a recente criação de um mercado ibérico do gás e a dinamização do mercado ibérico da eletricidade. Daí o nosso interesse comum em melhorar as interconexões energéticas com o resto da Europa", defendeu.

A intervenção do rei de Espanha foi aplaudida de pé pelo primeiro-ministro e restantes membros do Governo presentes e pelos grupos parlamentares do PSD, PS e CDS. Os deputados da bancada do PCP levantaram-se, sem aplaudir. O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda também não aplaudiu, nem se levantou depois do discurso do rei de Espanha. Os deputados bloquistas também não participaram na parte protocolar da cerimónia, falhando a sessão de cumprimentos aos monarcas.