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Política

PS diz que direita não quer “sentir o que os portugueses sentem”

Marcos Borga

Carlos César reitera ideia de que o primeiro ano de governação socialista e a aprovação do segundo Orçamento do Estado do atual Governo “mostra que há, sempre houve, outro caminho”

O líder parlamentar do PS Carlos César diz que o primeiro ano de governação socialista e a aprovação do segundo Orçamento do Estado do atual Governo "mostra que há, sempre houve, outro caminho".

A ideia, que tem sustentado o guião socialista ao balanço ao primeiro ano de governação, foi repetida esta terça-feira durante o encerramento do debate sobre o Orçamento do Estado para 2017, nunca discurso onde foi também reiterada a convicção socialista de que com o diálogo entre os partidos que apoiam o Governo o país ganhou "mais estabilidade e paz social", rompendo assim com "a sobranceria e autocratismo da Governação anterior"

"Demonstrou-se igualmente que os maus tratos que os portugueses sofreram nos anos de governação PSD/CDS não resultavam apenas da aceitação submissa das orientações dos nossos credores ou dos "erros do Governo anterior". Pelo contrário, ficou demonstrado que pouco mais foram do que a trágica consequência da insensibilidade das doutrinas em que se fundou a governação do PSD e do CDS", acusou César.

Depois de já ter criticado "a disfuncionalidade política" dos dois partidos da direita por, agora na oposição, terem "pavor a qualquer sucesso" do país, o deputado socialista argumentou ainda que PSD e CDS "perdem créditos todos os dias" por não quererem "sentir o que os portugueses sentem". "Ainda há pouco tempo diziam satisfeitos: 'os portugueses podem estar piores, mas Portugal está melhor'. Pois agora, em pouco tempo deviam dizer: Portugal está melhor, mas os portugueses também!".

Invocando o ambiente de confiança que "se reflete no clima económico", o líder parlamentar do PS antecipou que em 2017 o país continuará a ter bons resultados "no crescimento económico, a criação de emprego e na situação orçamental". "Estimamos alcançar a taxa de desemprego mais baixa dos últimos oito anos e o défice público mais baixo de que há memória", prometeu César no discurso que encerrou a participação do PS no debate sobre o Orçamento do Estado para 2017, que será votado esta terça-feira.