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Expresso

Política

PCP acusa PSD e CDS de estarem “reduzidos a um discurso de insultos”

Marcos Borga

Comunistas saúdam “avanços” no Orçamento do Estado para 2017 e criticam direita por ter fugido ao debate e ter procurado “refúgio” na “questão da Caixa Geral de Depósitos”

O líder parlamentar do PCP João Oliveira acusou esta terça-feira o PSD e o CDS a terem acabado a discussão sobre o Orçamento do Estado para 2017 "reduzidos a um discurso de insultos, provocações e fugas".

"Não quiseram – e não querem – discutir o Orçamento porque isso os incomoda, porque deixa a nu a injustiça e crueldade da sua política, porque expõe as responsabilidades que têm na grave situação nacional", defendeu João Oliveira no seu discurso de encerramento do debate sobre o Orçamento do Estado para 2017.

Acusando os partidos da direita de pensarem que "todos se regem pelos seus critérios mesquinhos de trica política", o deputado comunista defendeu que PSD e CDS procuraram "refúgio" na "questão da Caixa Geral de Depósitos". Mas, argumenta, estes dois partidos "nunca estiveram verdadeiramente preocupados com limites aos salários dos administradores da CGD ou com a transparência das declarações de redimentos".

"Quem achar que foram essas alguma vez as preocupações de PSD e CDS ou é ingénuo ou está a fazer-se distraído", insistiu, antes de apresentar todos os motivos que levaram o PCP a aprovar o OE2017 e a saudar os "avanços significativos" que o diploma introduz, com contributos do PCP, nomeadamente ao nível dos aumentos de pensões, reposição da contratação colectiva no sector empresarial do Estado, o aumento do abono de familia ou o combate à precariedade no Estado.

Para "o futuro mais imediato", o PCP reserva ainda a "batalha do aumento dos salários, incluindo o salário mínimo". "Queremos que essa discussão se faça na Assembleia da República", disse, garantindo que "o PCP trará à discussão a proposta com que se comprometeu nas eleições de lutar por um aumento de 600 euros".