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Fidel Castro: os elogios de PS e PCP em votos de pesar

ENRIQUE DE LA OSA / Reuters

Voto dos socialistas destaca “uma figura de importância central na leitura do século XX” e “determinante no aprofundamento das relações diplomáticas e de proximidade entre Portugal e Cuba após a Revolução do 25 de Abril”

O Partido Socialista e o PCP entregaram ontem nos serviços da Assembleia da República votos de pesar sobre a morte de Fidel Castro, no passado dia 25 de novembro, e que deverão ser votados ainda esta semana em plenário.

A nota do PS destaca o desaparecimento de "uma figura de importância central na leitura do século XX" e cujo legado na história latino-americana e internacional, segundo os socialistas "será certamente objeto de extensa análise historiográfica nas décadas vindouras e, tal como hoje já sucede, de intenso e apaixonado debate entre os que aderem ou se opõem ao seu percurso ideológico e político".

Recordando que Fidel Castro foi "determinante no aprofundamento das relações diplomáticas e de proximidade entre Portugal e Cuba após a Revolução do 25 de Abril", o voto de pesar do PS defende ainda que o antigo presidente cubano "sempre estimou os laços que unem os dois povos".

"Num momento em que se vislumbram caminhos abertos para a ultrapassagem de bloqueios históricos do relacionamento internacional de Cuba com alguns dos seus vizinhos, cumpre realçar a importância dos caminhos de diálogo abertos, na linha de medidas progressivas de abertura manifestadas em vida pelo próprio Fidel Castro, e que podem contribuir para um futuro de progresso e aprofundamento de direitos fundamentais de todos os cubanos", conclui o voto de pesar do PS, que deverá ser votado ainda esta semana no plenário da Assembleia da República, com o objetivo de expressar "ao povo cubano e às instituições da República de Cuba o seu pesar pelo falecimento de Fidel Castro e pelo momento de luto que atravessam".

Também ontem, deu entrada nos serviços da AR um voto de pesar no mesmo sentido apresentado pelo PCP. Nessa nota, os comunistas defendem que "para além de naturais diferenças de opinião que possam existir quanto às suas convicções ideológicas, Fidel Castro foi uma personalidade cuja dimensão foi universalmente reconhecida não apenas pelos que partilham do seu ideal e projeto de construção de uma sociedade mais justa e solidária, mas também pelos mais diversos estadistas e dirigentes ao nível mundial."

"Enquanto dirigente e estadista, Fidel Castro tornou-se uma referência incontornável para os povos da América Latina e outros povos do mundo, sendo uma das personalidades marcantes da história das últimas décadas", refere ainda o voto de pesar apresentado pelo PCP.