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Política

CDS acusa PCP e BE de mudarem sentido de voto após telefonemas do Governo

Este “é o Orçamento da nova austeridade, é uma austeridade dissimulada que mantém todos os aumentos de impostos do início do ano, inventa vários outros, e que por cada medida avulsa de apoio lá encontra duas para ir buscar dinheiro à classe média e ao contribuinte”, acusa a deputada Cecília Meireles

Marcos Borga

A deputada do CDS Cecília Meireles defendeu esta manhã no Parlamento que o Orçamento do Estado para 2017 é o de uma "nova austeridade dissimulada" e acusou PCP e BE de mudarem de sentido de voto na discussão na especialidade depois de telefonemas do Governo.

"No que toca às propostas do CDS, tivemos várias formas de chumbo, muito criativas, aliás, desde a forma mais frontal dos votos contra, à forma mais fingida da coligação de votos conveniente, até uma nova forma, que é a telefónica, em que as propostas passaram mas depois passados trinta minutos alguém da bancada do Governo ligava para a bancada do PCP ou do Bloco e mudavam-se os sentidos de voto", acusou Cecília Meireles.

A deputada e dirigente centrista, que falava no encerramento do debate do Orçamento do Estado (OE) para 2017, considerou que este "é o Orçamento da nova austeridade, é uma austeridade dissimulada que mantém todos os aumentos de impostos do início do ano, inventa vários outros, e que por cada medida avulsa de apoio lá encontra duas para ir buscar dinheiro à classe média e ao contribuinte".