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Demissões na CGD: “O mais importante é a recapitalização da CGD”, diz o PS

TIAGO PETINGA / LUSA

João Galamba reitera que “o PS sempre disse que gostava que alguns aspetos deste processo tivessem corrido melhor”, mas critica o facto de o PSD se ter “empenhado ativamente em causar dificuldades ao país no processo de recapitalização da CGD”

A demissão de António Domingues é respeitada pelo PS, que aguarda agora que o Governo cumpra o objetivo já traçado de anunciar ainda esta semana o próximo presidente da Caixa Geral de Depósitos. Mas no meio de toda a polémica, os socialistas não desviam o foco "do mais importante em todos este processo": "O mais importante é garantir que o acordo com a União Europeia para a recapitalização do banco público não será afetado", defendeu esta manhã o porta-voz do PS, João Galamba.

"São assuntos diferentes e o processo de recapitalização é o mais importante e esperamos que possa decorrer com normalidade", sublinhou, na reação às demissões de António Domingues e de outros seis administradores da CGD, depois de várias semanas de sucessivas polémicas em torno da administração do banco.

Sobre os contornos deste processo, Galamba assumiu que "o PS sempre disse que gostava que alguns aspetos deste processo tivessem corrido melhor", mas recusou que tenha faltado apoio político dos socialistas e do Governo à administração agora demissionária. E atirou parte das responsabilidades sobre este processo para os partidos da direita.

"Não é uma questão de apoio. Trata-se de liderar um processo complexo, que dura há vários meses e onde dois partidos, concretamente um partido, se empenhou ativamente em causar dificuldades ao país no processo de recapitalização da CGD", defendeu, antes de expressar o desejo de que "o PSD não embarque na tentativa de criar novos problemas à CGD".

"Se PSD e CDS são genuínos na defesa de um banco público, comprerenderão a importância de todo este processo e a importância de que ele chegue a bom porto", sublinhou Galamba. "Espero que PSD e CDS valorizem isso e não se entreguem à guerrilha político-partidária", disse, defendendo que caso contrário, PSD e CDS assumirão o papel de "partidos irresponsáveis, que não olham a meios para atingir os fins".