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CDS acusa Costa de “incompetência e irresponsabilidade” na CGD

“O CDS assinala aquele que é mais um momento grave”, afirmou o deputado democrata-cristão, João Almeida, em conferência de imprensa no parlamento, sublinhando que há “um ano de incompetência e irresponsabilidade do Governo do PS apoiado pelas esquerdas”.

O porta-voz do CDS-PP, João Almeida, acusou esta segunda-feira o Governo socialista, nomeadamente o primeiro-ministro, de "incompetência e irresponsabilidade" na gestão da situação da Caixa Geral de Depósitos (CGD), após a demissão, conhecida domingo, da administração do banco público.

"O CDS assinala aquele que é mais um momento grave", afirmou o deputado democrata-cristão, em conferência de imprensa no parlamento, sublinhando que há "um ano de incompetência e irresponsabilidade do Governo do PS apoiado pelas esquerdas".

Para o dirigente centrista, "este Governo tem de ser responsável na gestão da CGD e até ao momento não o tem sido" e houve uma "tentativa do Governo, especificamente do primeiro-ministro, de gerir com a ligeireza que normalmente gere".

"O CDS é defensor da existência de um banco público, sempre defendeu a natureza pública da CGD e considera-o essencial para o funcionamento do sistema financeiro português, com uma missão muito específica para as famílias e empresas portuguesas. Infelizmente, estamos a completar um ano de incompetência e irresponsabilidade do Governo do PS, apoiado pelas esquerdas, na gestão da CGD", declarou João Almeida.

O porta-voz democrata-cristão afirmou que "muito do que aconteceu ontem (domingo) e se concretiza hoje, é a consequência de uma tentativa do Governo, especificamente do primeiro-ministro, gerir os assuntos graves com a ligeireza com que normalmente gere".

"Pedimos responsabilidades ao primeiro-ministro porque é ele que lidera o processo. É um processo suficientemente relevante para que seja o primeiro-ministro a decidi-lo. Até agora, escondeu-se do problema e seria negativo que se escondesse atrás de um secretário de Estado", acrescentou, questionado sobre as condições do responsável Adjunto do Tesouro e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, para se manter no Governo.

A CGD comunicou esta segunda-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a renúncia ao cargo do seu presidente, António Domingues, e mais seis vogais do conselho de administração.

Nas últimas cinco semanas, registou-se polémica pública em torno da recusa da entrega da declaração de rendimentos e património por parte daqueles responsáveis pelo banco público, bem como com a eventualidade de Domingues estar na posse de informação privilegiada, enquanto funcionário do concorrente BPI, quando participou, como convidado, em três reuniões com a Comissão Europeia para debater a recapitalização da CGD.