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Política

PCP não vê necessidade de Centeno assumir responsabilidade

Os comunistas reagiram este domingo à demissão de António Domingues da presidência da administração da Caixa Geral de Depósitos

O PCP olha para a aprovação da lei que obriga os gestores públicos a mostrar as declarações de rendimentos e património, que passou no Parlamento na passada quinta-feira com os votos a favor do BE, PSD e CDS, como uma "decisão inútil", segundo afirmou este domingo o dirigente comunista Jorge Pires. "É uma decisão inútil, mas que serviu como mais um argumento para que o presidente da Caixa viesse a apresentar a demissão."

Questionado pelos jornalistas sobre se não deverá haver consequências para o Governo pela forma como geriu todo o processo, o comunista põe de parte essa hipótese. "Não tem de haver responsabilidade do Ministro das Finanças porque, até hoje, não temos nenhuma informação no sentido de dizer que foi o ministro que garantiu que [os gestores da Caixa] podiam não apresentar declarações."

Lembrando que esta lei aprovada na quinta-feira na votação na especialidade do OE para 2017 vem "obrigar a concretizar uma lei que está em vigor", o comunista lembrou que o Tribunal Consitucional "está a tratar do assunto e tem decisões para breve sobre esta matéria", relativamente à apresentação das declarações de rendimentos e património dos administradores da Caixa.

"O que é necessário é pôr a Caixa a funcionar. Pensamos que este problema deve ser resolvido o mais depressa possível para que a Caixa comece a funcionar", acrescentou.

"Ao longo deste processo fomos criticando algumas opções do Governo. Não apenas pelo tempo que este processo demorou, pelas opções e escolhas que fizeram".

Jorge Pires criticou sobretudo a posição do PSD ao longo destas semanas, "no sentido de criar dificuldades neste processo e de impedir que a Caixa venha a revolver os seus próprios problemas".