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Grupo de Lisboa não se reúne

Divulgação

Grupo que vai escrever o programa para Lisboa do PSD não faz “plenários”. E vai continuar assim, diz José Eduardo Martins

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

O grupo de trabalho dirigido por José Eduardo Martins para escrever o programa eleitoral do PSD para a autarquia de Lisboa ainda não realizou qualquer reunião, à exceção de um primeiro encontro informal para os membros se conhecerem e trocarem algumas ideias. “Até agora, nada”, confirma um dos membros do grupo de trabalho, que foi anunciado com grande estrondo pela concelhia de Lisboa no final de setembro.

Contactado pelo Expresso, José Eduardo Martins confirma que o grupo não teve qualquer reunião plenária, e explica que não é defeito, mas feitio. “Todos os membros do grupo de trabalho estão a trabalhar, mas diretamente comigo e não em plenário. Não é funcional tantas pessoas numa sala ao mesmo tempo. Prefiro dois a dois”, declara o advogado e antigo dirigente do PSD.

Ao que o Expresso apurou, os contributos para o programa não estão a ser pedidos apenas à dúzia de membros do grupo de trabalho, mas também a especialistas de várias áreas, muitos deles independentes.

Mauro Xavier, o presidente da concelhia da capital, que convidou José Eduardo Martins para esta tarefa, concorda com o método adotado. “O grupo de trabalho criou tanta excitação no PSD que passou a reunir só de forma virtual, para evitar interpretações diferentes do objetivo que esteve detrás da escolha do coordenador do programa”. Recorde-se que a escolha de José Eduardo Martins, um crítico de Passos Coelho, causou grande agitação no PSD, por se tratar de um opositor assumido da atual liderança, apontado como futuro candidato à presidência do partido.

Programa em janeiro

O programa deverá ser apresentado no final de janeiro. A estrutura do documento já está delineada, com cinco eixos principais: crescer; viver; envelhecer; trabalhar e investir; visitar. Para cada eixo, serão elencadas cinco ou seis medidas essenciais, de forma que o programa se concentre num conjunto de prioridades bem definidas.

Resta saber quem será o candidato que irá vestir este fato. O PSD continua suspenso da decisão de Santana Lopes e não tem um plano B caso o provedor da Santa Casa decline candidatar-se. Na cúpula do partido não é posta de parte a hipótese de apoiar Assunção Cristas, cenário que a concelhia rejeita.