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Política

António Domingues demitiu-se da Caixa Geral de Depósitos

A decisão foi confirmada pelo Ministério das Finanças. O Governo “lamenta” a decisão e informa que “a renúncia só produzirá efeitos no final do mês de dezembro”

António Domingues apresentou a sua demissão da presidência da administração da Caixa Geral de Depósitos este domingo. A decisão é confirmada pelo Ministério das Finanças que, em comunicado, "lamenta" a decisão.

"O Governo foi informado pelo Presidente do Conselho Fiscal da Caixa Geral de Depósitos (CGD) da renúncia apresentada pelo Presidente do Conselho de Administração (CA), António Domingues. Renúncia essa que o Governo lamenta. A renúncia só produzirá efeitos no final do mês de dezembro", lê-se no comunicado.

"Muito brevemente, será designada, para apreciação por parte do Single Supervisory Mechanism, uma personalidade para o exercício de funções como Presidente do CA da CGD, que dê continuidade aos planos de negócios e de recapitalização já aprovados."

A demissão de António Domingues surge após várias semanas de polémica à volta da nova administração da Caixa Geral de Depósitos. Os limites salariais dos gestores da CGD - assunto que envolveu a discussão sobre as alterações ao Estatuto dos Gestores Públicos - e a questão da entrega das declarações de património e de rendimentos no Tribunal Constitucional - que levantou a dúvida sobre se o Governo teria feito algum acordo que dispensaria esses administradores de entregarem as respetivas declarações - foram os dois principais temas que geraram discussão nas últimas semanas.

A essas duas questões juntou-se ainda, mais recentemente, uma nova polémica relacionada com a eventualidade de António Domingues estar na posse de informação privilegiada sobre a CGD quando participou, como convidado, em três reuniões com a Comissão Europeia para debater a recapitalização do banco.

[notícia atualizada às 20h53]