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Zorrinho: Parlamento liderado pelo PPE obriga a reorganizar instituições europeias

Alberto Frias

Líder dos eurodeputados do PS diz que “se o próximo presidente do Parlamento Europeu sair da bancada do PPE, terá de haver uma reorganização” a nível das presidências da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, ambas lideradas por políticos do Partido Popular Europeu

O eurodeputado Carlos Zorrinho (PS) considera que a saída de Martin Schulz do Parlamento Europeu (PE) abre a porta a uma reorganização nas presidências das instituições da União Europeia (UE).

"Se o próximo presidente do Parlamento Europeu sair da bancada do PPE, terá que haver uma reorganização" a nível das outras duas instituições políticas – Comissão Europeia e Conselho Europeu, ambos liderados por políticos do Partido Popular Europeu, respetivamente Jean-Claude Juncker e Donald Tusk.

O líder da delegação do PS no hemiciclo europeu lamenta, em declarações à Lusa, a decisão de Schulz de abandonar o PE no final do seu mandato como presidente. "Foi o melhor presidente que o Parlamento teve, em termos de poder e de capacidade no quadro das relações institucionais", afirmou.

O eurodeputado deseja ainda que Schulz "tenha muito sucesso nas novas funções e um papel fundamental no futuro Governo da Alemanha".

Martin Schulz anunciou esta manhã que não se candidata a novo mandato e que vai abandonar a política europeia para concorrer nas próximas legislativas alemãs, em 2017, pelo seu partido (o social-democrata SPD) contra a chanceler Angela Merkel.

Schulz é deputado ao Parlamento Europeu desde 1994 e entre 2004 e 2012 foi o líder da bancada socialista no hemiciclo europeu. Foi eleito presidente do Parlamento Europeu em 17 de Janeiro de 2012.

A família política europeia de Schulz é a dos Socialistas e Democratas (que integra o PS), que costuma dividir com o PPE (PSD e CDS) os cinco anos de presidência do Parlamento Europeu.