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CGD. Paulo Rangel quer demissão de secretário de Estado-adjunto

NUNO VEIGA/LUSA

Eurodeputado defende que Ricardo Mourinho Félix deve assumir as “consequências políticas” pelo facto de ter enviado um administrador de um banco privado para negociar o futuro da Caixa

Paulo Rangel apelou esta quinta-feira à demissão do secretário de Estado Adjunto, do Tesouro e das Finanças, na sequência de ter admitido que o Governo mandatou António Domingues para discutir o futuro da CGD enquanto ainda estava no BPI.

“Creio que só resta ao responsável que o Governo designou para gerir esta pasta, o secretário de Estado Ricardo Mourinho Félix assumir as consequências políticas deste acto que é totalmente contrário à transparência, à ética republicana e é revelador da enorme falta de consideração que este Governo tem pelos contribuintes”, escreveu o eurodeputado na sua página do Facebook.

Foi numa resposta a uma questão do eurodeputado José Manuel Fernandes (PSD) que Bruxelas confirmou a presença de António Domingues em três reuniões sobre a recapitalização da CGD. A comissária europeia da concorrência Margrethe Vestager sublinhou que “o novo plano de atividades para a CGD foi apresentado à Comissão pelas autoridades portuguesas, que também consideraram necessário que o então futuro conselho de administração da CGD (que, entretanto, foi nomeado) participasse em algumas das reuniões e fosse informado sobre requisitos em matéria de auxílios estatais.”

Na altura, o Governo negou que António Domingues estivesse na posse de informação privilegiada sobre a Caixa. O secretário de Estado Adjunto, do Tesouro e Finanças disse esta quinta-feira, à TSF, que a primeira reunião em Bruxelas aconteceu a 24 de março, após se ter alcançado o acordo de princípio para António Domingues liderar a CGD.

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    “As instituições da União Europeia estão a dar mais informações do que o Governo e a administração” da CGD, afirmou o líder parlamentar Luís Montenegro, instando o Governo e António Costa a prestarem esclarecimentos sobre a presença de António Domingues nas conversas em Bruxelas sobre a recapitalização da Caixa quando ainda não tinha saído do BPI