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Juncker e os períodos de nojo: 2 anos para comissários e 3 para o presidente

ERIC VIDAL / Reuters

Numa carta endereçada ao presidente do Parlamento Europeu, o líder da Comissão propõe reforçar as normas do código de conduta dos comissários

O presidente da Comissão Europeia propõe que seja aumentado em seis meses o período de nojo dos comissários europeus para dois anos e do chefe do executivo comunitário para três anos, após o abandono de funções.

Numa carta endereçada esta quarta-feira ao presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz, Juncker propõe o reforço das normas do código de conduta dos comissários, nomeadamente o aumento de 18 para 24 meses do período em que devem manter-se sem aceitar novos trabalhos.

Para o presidente da Comissão, cujo período de nojo era o mesmo, o mínimo agora proposto é de três anos.

Na carta, Juncker quer ainda saber a opinião de Schulz sobre a possibilidade de os comissários poderem concorrer às eleições europeias sem que tenham de pedir uma licença sem vencimento. "Penso que o nosso código de conduta deve ser reforçado de modo a fixar padrões éticos o mais alto possível para casos de conflito de interesses", justifica Juncker na carta.

Na origem desta proposta estão, nomeadamente, as recentes contratações do seu antecessor no cargo José Manuel Durão Barroso para a Goldman Sachs Internacional e da ex-comissária Neelie Kroes para a Uber.