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PS espera “muitas dezenas de alterações” ao OE, incluindo sobre a capitalização da CGD

JOÃO RELVAS / Lusa

Líder parlamentar do PS reitera disponibilidade do PS e do Governo para negociar medidas com partidos e parceiros sociais, para “melhorar a política orçamental” para 2017

O líder parlamentar do PS assumiu esta manhã que "o trabalho de concertação que prossegue" com o BE, PCP e PEV e com os parceiros sociais "permitirá ainda a aprovação de muitas dezenas de alterações" ao Orçamento do Estado, que "melhorarão a política orçamental" para 2017.

No discurso de abertura do último dia das jornadas parlamentares do PS que decorrem na Guarda, Carlos César deu como exemplos de áreas que ainda poderão ser alvo de alterações "os benefícios e direitos sociais, a agilização do sector público empresarial, a melhoria de serviços públicos, a proteção e incremento da economia privada, o apoio à juventude, o caso da capitalização da CGD ou aspetos que se ligam às obrigações do Estado para com as regiões autónomas".

Relativamente à capitalização da CGD, recorde-se que o PS apresentou na passada sexta-feira, entre as suas propostas de alteração ao OE2017 na especialidade, a autorização de endividamento de 2,7 mil milhões de euros para a recapitalização do banco público no próximo ano.

No âmbito das discussões na especialidade, que se prolongam até à votação final do OE2017, agendada para a próxima semana, Carlos César garantiu que o PS "até" deseja "vir a aprovar outros contributos que se compatibilizem" com as orientações gerais do partido e do Governo.

"A nossa preocupação não é sobre quem propõe mas sim sobre quem beneficia. A nossa preocupação será sempre Portugal", disse o líder parlamentar do PS, depois de recordar que a versão final do Orçamento do Estado será "resultado de um amplo compromisso que conjuga o Programa do Governo do Partido Socialista com as metas orçamentais no âmbito da coordenação europeia" e "as muitas propostas avaliadas nos trabalhos preparatórios que decorreram até à entrega da proposta e que reuniram o PS, o BE, o PCP e o PEV".

Numas jornadas que têm como um dos pontos principais da agenda a discussão do Programa Nacional para a Coesão Territorial, Carlos César reiterou ainda o objetivo do PS e do Governo de delinear uma "estratégia de correcção bem sucedida das assimetrias" no país, de forma a travar "a litoralização progressiva do país" e a "tendência para o empobrecimento das regiões do interior profundo e a perda do seu capital humano".

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