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PS garante que salário mínimo será de 557 euros em 2017

Líder parlamentar do PS não comenta críticas dos patrões ao valor do salário mínimo acordado pelo Governo com o BE e garante o empenho dos socialistas no diálogo em sede de concertação social. Mas fecha a porta a uma renegociação para menos de 557 euros em 2017

O presidente do PS, Carlos César, garantiu esta tarde que, apesar das críticas dos patrões sobre o possível aumento do salário mínimo para 557 euros em 2017, o Governo não irá recuar nesse compromisso.

"O que vale é aquilo que o senhor Primeiro-ministro disse", explicou César, numa alusão ao tweet de sexta-feira de António Costa de que "o programa do Governo será cumprido na atualização do salário mínimo", depois de o Expresso ter noticiado que o aumento para 557 euros do salário mínimo em janeiro estava em risco pois o Governo admitia negociar na concertação social um aumento semestral.

Questionado pelos jornalistas à margem de uma visita durante as jornadas parlamentares do PS que estão a decorrer na Guarda, Carlos César recusou comentar as críticas dos patrões e o facto de estes entenderem que, tendo em conta a evolução da economia do país, o salário mínimo não deverá subir para além dos 540 euros.

"Não posso interpretar o que os patrões entendem. O que sei interpretar é aquilo que o Governo pretende: que em diálogo e no cumprimento do programa e Governo e dos nossos compromissos, seja possível o aumento do salário mínimo nas condições em que nós mencionamos", explicou Carlos César, garantindo que, apesar deste braço de ferro com os patrões, "o Governo privilegia a sede da concertação social para o maior número de decisões possíveis que tenha a ver com o nosso futuro económico e social".

"É nessa perspetiva que estamos situados. É do diálogo que nascerá a solução", defendeu o líder da bancada parlamentar do PS, admitindo assim que ainda seja possível um entendimento com sindicatos e patrões em torno do Salário Mínimo Nacional.

No programa de Governo, este inscreveu os 557 euros como valor a atingir durante o ano de 2017, sendo o valor em 2019 de 600 euros. Os montantes resultaram de um acordo prévio com o BE enquanto PCP ficou de fora porque considerou insuficiente este aumento. Patrões e UGT não foram consultados.