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“Passos Coelho parece tomado pelo diabo”, diz Carlos César

Alberto Frias

Líder parlamentar do PS critica Passos e diz que “não há exorcista que lhe explique que não pode atacar tudo e toda a gente só porque o país está melhor do que ele queria”

O líder parlamentar do PS, Carlos César, acusou este domingo à noite o líder do PSD de parecer “tomado pelo diabo” e de liderar uma “oposição desorientada, desolada, e sem sorte”. “Sem sorte porque a sorte que escolheram foi a má sorte do país. Pior para eles, melhor para o país”, defendeu César no discurso que antecedeu o jantar que dá início às jornadas parlamentares do PS, que se prolongam até terça-feira na Guarda.

“Parece tomado pelo diabo e não há exorcista, ou candidato a exorcista, seja ele Luís Montenegro, Santana Lopes ou Rui Rio, que lhe explique que não pode atacar toda a gente, o Governo, o Presidente da República, as estatísticas ou a Assembleia da República, só porque o país está melhor do que ele queria”, argumentou Carlos César.

Antecipando que o líder do maior partido da oposição “vai ficar ainda mais endiabrado porque o país vai ficar mais melhorado”, Carlos César lamentou que haja “quem não esteja satisfeito com os resultados positivos que ainda não tivemos, mas com os resultados positivos que já tivemos”.

No discurso que fez perante os deputados socialistas, Carlos César invocou ainda os resultados económicos do país e a iminente aprovação do segundo Orçamento dos Estado deste Governo, como sinal de “um caminho de estabilidade”.

“A Comissão Europeia confirmou a boa execução orçamental de 2016, reiterou a indicação de que sairemos do processo por défice excessivo e, pela primeira vez em muitos anos, tivemos aval positivo da CE sem emitir recomendações sobre medidas adicionais”, sublinhou o líder parlamentar do PS, num discurso onde também assinalou o compromisso do partido com a valorização do interior e com a descentralização administrativa do país.

“O PS é neste momento a melhor garantia de que Portugal deve ser inteiro e não deve ficar confinado ao litoral e às zonas mais ricas. Não nos podemos conformar com a ideia de que a região mais rica do país tenha um PIB per capita três vezes superior às menos desenvolvidas”, exemplificou.