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PS avisa administradores da Caixa: se não entregarem declarações no TC, têm de sair

Questionado pelos jornalistas sobre a demora na resolução da questão entre os administradores da CGD e o Tribunal Constitucional e se o Governo terá feito algum acordo por escrito que dispensaria esses administradores de entregarem as respetivas declarações de rendimentos e de património, Carlos César defendeu que o tema “tem um princípio e um desfecho muito claros”

O presidente do PS afirmou este domingo que a administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) tem de sair caso não cumpra o prazo para a entrega das declarações de património e de rendimentos no Tribunal Constitucional (TC).

Esta posição foi assumida por Carlos César em declarações aos jornalistas, após ter sido recebido na Câmara Municipal de Seia pelo presidente da autarquia, Filipe Camelo, no primeiro ponto do programa de três dias de Jornadas Parlamentares do PS no distrito da Guarda.

"O Tribunal Constitucional já notificou os administradores da CGD no sentido de que devem entregar [as declarações de património e de rendimentos. Por isso, a questão é muito simples: Se no prazo adequado os administradores da Caixa o fizerem, está tudo bem; se não o fizerem, não devem continuar como administradores da CGD", declarou o líder da bancada socialista.

Questionado pelos jornalistas sobre a demora na resolução da questão entre os administradores da CGD e o Tribunal Constitucional e se o Governo terá feito algum acordo por escrito que dispensaria esses administradores de entregarem as respetivas declarações de rendimentos e de património, Carlos César defendeu que o tema "tem um princípio e um desfecho muito claros".

"O primeiro-ministro [António Costa] já disse que não havia nenhum acordo respeitante às questões das declarações de rendimentos, o ministro das Finanças [Mário Centeno] disse o mesmo, o Presidente da República já deu conta do seu entendimento que essas declarações deveriam ser entregues e o Tribunal Constitucional já notificou os administradores da CGD", referiu.

Por isso, de acordo com Carlos César, a questão "é muito simples: Se no prazo adequado os administradores da CGD o fizerem, está tudo muito bem; se não o fizerem, não devem continuar como administradores da CGD".

Sobre a existência de um memorando escrito, no qual o Governo terá dispensado os administradores da entrega de declarações de rendimentos e de património, o presidente do Grupo Parlamentar do PS considerou que já respondera a essa questão.