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Mário Centeno evasivo sobre eventual acordo escrito com presidente da CGD

TIAGO PETINGA/ Lusa

A questão da existência de um eventual acordo por escrito entre o Governo e o presidente da CGD sobre as declarações de rendimentos foi esta sexta-feira levantada pelo PSD, que instou o Governo a desmentir a existência desse mesmo acordo

O ministro das Finanças, Mário Centeno, foi esta sexta-feira evasivo quando questionado sobre a existência de um eventual acordo por escrito entre o Governo e o presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) sobre declarações de rendimentos.

Questionado pelos jornalistas durante uma conferência conjunta com o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, o ministro das Finanças afirmou que "o único compromisso" do Governo em relação à Caixa Geral de Depósitos em Portugal "é o de que se manterá um banco público, capitalizado de maneira a poder desempenhar o papel que tem de desempenhar no sistema financeiro e na economia portuguesa e um banco que seja competitivo".

"Esse é o compromisso, foi assumido de forma muito explícita interna e externamente. É esse o único compromisso que temos neste momento assumido em relação à Caixa Geral de Depósitos", disse Mário Centeno.

A questão da existência de um eventual acordo por escrito entre o Governo e o presidente da CGD sobre as declarações de rendimentos foi esta sexta-feira levantada pelo PSD, que instou o Governo a desmentir a existência desse mesmo acordo.

O chefe da bancada do PSD falava hoje no parlamento na sequência de declarações do comentador António Lobo Xavier, que, na quinta-feira à noite no programa "Quadratura do Círculo" - na SIC Notícias -, declarou haver um compromisso por escrito entre o Governo e António Domingues, presidente da Caixa, em torno, nomeadamente, da não apresentação das declarações de património e rendimentos dos gestores, motivo de polémica nas últimas semanas.

Mário Centeno foi questionado três vezes sobre o assunto e na última resposta, entre destacar o crescimento da economia portuguesa, o aumento do emprego e a redução da taxa de desemprego, o diálogo construtivo com a Comissão Europeia, em particular com a Direção Geral da Concorrência, e outras "boas notícias para Portugal", disse: "Os acordos que o Governo faz com as instituições internacionais e internamente são refletidos nas decisões que o Governo toma e as alterações legislativas que foram tomadas refletem plenamente os acordos que foram feitos".

Mário Centeno afirmou também que todos os atores envolvidos no processo da CGD, como a Comissão Europeia, todas as instituições e reguladores financeiros, a sua administração e o Governo português, "estão comprometidos com o objetivo último" de o banco "desempenhar um papel muito relevante na economia portuguesa".