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Ferreira Leite: “Nem todos os louros da melhoria da economia são deste Governo”

A ex-líder do PSD diz que a oposição deixou que se pense que tudo o que acontece de bom no país é consequência da geringonça e não é, porque muitas das medidas que contribuíram para o crescimento registado no terceiro trimestre foram tomadas pelo anterior Governo

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

A ex-líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, disse esta quinta-feira no seu habitual comentário no programa 21ª Hora, da TVI24, que a geringonça não pode ficar com os louros todos pela melhoria da economia, porque elas são também consequência de políticas tomadas pelo anterior Governo. E diz mesmo que a culpa para isto acontecer é da oposição.

"Nem todos os louros são deste Governo. Muitos destes efeitos são consequência de medidas que foram tomadas no Governo anterior. Não é de repente que se toma uma medida e ela tem logo efeitos. O aumento das exportações que o país verificou vem do Governo anterior. Mas foi aberto o caminho para o Governo assumir todos louros desta recuperação economómica", disse.

E para Ferreira Leite, foi mesmo a oposição - o PSD e o CDS - que abriu esse caminho porque sempre cultivou o discurso de que iria fazer diferente.

"É um erro político que se tenha deixado campo aberto para que tudo o que acontece de bom neste país é consequência da geringonça", referiu.

Para a ex-líder do PSD, neste momento, e com todas as medidas que já tinham sido tomadas, por ambos os governos, "só havia a possibilidade das coisas melhorarem". Além disso, diz ainda, não se esperava que Bruxelas aplicasse sanções porque isso "seria o descrédito das instituições".

Ainda assim, Ferreira Leite considera que os números divulgados na terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) não chegam para dizer que há sustentabilidade. "Não é um trimestre que pode dizer que está tudo no bom caminho".

Segundo dados do INE, a economia portuguesa cresceu 1,6% no terceiro trimestre deste ano em termos homólogos e 0,8% face ao trimestre anterior, um resultado acima das previsões dos analistas e que será o segundo maior crescimento da zona euro neste período.

Este deveu-se ao "forte aumento das exportações de bens e serviços", disse ainda o INE.