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Política

Centeno: “O diabo veste PIB”

TIAGO PETINGA/LUSA

O ministro das Finanças está a ser ouvido no Parlamento esta manhã, na discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2017

O ministro das Finanças, Mário Centeno, voltou a elogiar esta sexta-feira os números divulgados pelo INE esta semana, que mostram um crescimento do PIB de 0,8% entre o segundo e o terceiro trimestre deste ano. “A nossa estratégia de crescimento económico assentou primeiramente na melhoria do mercado de trabalho, com resultados já visíveis, refletindo-se na aceleração do crescimento económico.” E acrescentou: “O diabo veste PIB!”.

Mário Centeno está a ser ouvido na Assembleia da República esta sexta-feira, no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2017. O ministro voltou a enumerar os pilares deste OE: a promoção do crescimento económico, a consolidação das contas públicas e a redução da dívida pública e a estabilização do sistema financeiro.

Recuperação da confiança nas empresas e a das famílias, "que fez recuperar o consumo interno", para além da confiança das instituições internacionais e dos parceiros europeus estão por trás da melhoria da economia, diz Centeno.

E o ministro salienta a “confiança reforçada pela execução do OE para 2016, que nos revela que conseguiremos cumprir as metas a que nos comprometemos, ficando o défice abaixo dos 2,5%”.

Além de falar no objetivo de “incentivar o crescimento económico e repor a justiça social”, Centeno diz que o Governo quer ainda exercer um “outro papel que o Estado deve ter”: o de “induzir comportamentos”, fazendo referência aos impostos indiretos. O ministro diz que os impostos indiretos que “este OE altera têm caráter ambiental e de saúde pública”, numa referência ao aumento do ISV e ao imposto sobre os refrigerantes que tem como objetivo o “desincentivo ao consumo de bebidas especialmente adicionas de açúcar”.

Sobre o adicional do IMI, afirma Centeno, “a medida prevê a tributação apenas dos contribuintes cujo património imobiliário supere os 600 mil euros, deixando de fora os imóveis de pessoas coletivas afetos à atividade agrícola, industrial ou comercial, pelo seu papel dinamizador para a economia”.