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A economia melhorou no trimestre. É fogo de vista ou vai continuar?

O socialista Jorge Coelho acredita que o crescimento vai melhorar, mas Pacheco Pereira e Lobo Xavier nem por isso. No programa da SIC, Quadratura do Círculo, os dois dizem que continua a não haver mudanças estruturais

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

O crescimento da economia portuguesa registado no terceiro trimestre deste ano, que o Instituto Nacional de Estística (INE) divbulgou na terça-feira, tem sido tema de quase todos os debates e comentários políticos dos últimos dias. Na Quadratura do Círculo, transmitido na quinta-feira à noite na SIC, não foi diferente. Mas para dois dos três intervenientes, estes resultados ainda não são suficientes.

"Fico contente por acontecer esta melhoria, mas não chega. É tudo no fio da navalha, não mudou nada de estrutural", disse Pacheco Pereira.

Opinião partilhada por Lobo Xavier. "O PIB (Produto Intermo Bruto) cresceu mais por causa das exportações. Não cresceu o consumo e não há sinais de melhoria do investimento", disse, acrescentando ainda que "os juros a 10 anos estão a subir de forma preocupante" quando comparado com países como a Grécia ou Espanha.

Aliás, para o militante do CDS, a oposição perdeu a oportunidade para ser oposição porque teve sempre um discurso muito negativo e agora que há bons resultados não os pode comentar de forma negativa.

"A opsição é culpada por ter colocado a fasquia das expectativas muito baixas. Disse que isto durava sete meses, que o Orçamento do Estado não passava em Bruxelas... e agora está sem discurso político".

Contudo, nota que se refere apenas ao PSD, porque "o CDS nunca esteve sempre a pintar o cenário de negro".

Dos três intervenientes no programa da SIC Notícias, só o socialista Jorge Coelho vê os números do INE como "a prova de uma real inversão da tendência".

"São boas notícias para o país. É o maior crescimento de toda a zona euro", disse, lembrando ainda que o Orçamento do Estado passou em Bruxelas e sem sanções. "Não está tudo na mesma", comentou.

E acrescentou: "Isto são más notícias para todos aqueles que diziam que Portugal ia cair em desgraça".