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Política

Portugal assina declaração para comércio de energia sustentável

O plano com Marrocos, Espanha, Alemanha e França será assinado esta quinta-feira de manhã em Marraquexe

Portugal vai assinar esta quinta-feira, juntamente com outros quatro países, uma declaração conjunta para promover um plano para o comércio de eletricidade sustentável, adiantou à agência Lusa o Ministério da Economia.

Este compromisso “implica o planeamento da progressiva integração dos mercados energéticos, para o qual é fundamental o reforço das interligações de energia entre a Península Ibérica e o resto da Europa, bem como, a futura interligação entre Portugal e Marrocos”.

“Para Portugal, esta declaração configura mais um passo relevante na estratégia de desenvolvimento das infraestruturas de transporte transfronteiriças, fundamentais para garantir a política de promoção das energias renováveis e de segurança de abastecimento”, lê-se na nota do Ministério tutelado por Manuel Caldeira Cabral, enviada à agência Lusa.

O objetivo deste plano, que será assinado esta quinta-feira de manhã em Marraquexe, entre Portugal, Marrocos, Alemanha, França e Espanha, é que “possa culminar num acordo a implementar pelos signatários até à Cimeira do Clima (COP23)”, destaca o comunicado do executivo.

O Ministério da Economia salienta, na mesma nota, que Portugal está entre os países que mais apostaram nas energias renováveis e que “muito desse esforço resulta do compromisso assumido com a União Europeia para, em 2020, haver um contributo de 31% de fontes de energia renovável no consumo final de energia”.

Atualmente, já se cumpriu mais de 87% da meta definida para 2020, segundo dados no executivo.

No final de 2015, estavam instalados 12.300 megawatts de tecnologias renováveis, representando 61% da potência de todo o parque produtor de eletricidade, o que se traduz num aumento de cerca de 15 pontos percentuais, entre 2005 e 2015.

A produção de energia representa um quarto das emissões nacionais de CO2 (dióxido de carbono).

A assinatura deste acordo, no qual Portugal se fará representar pelo secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, ocorre durante a Cimeira do Clima (COP22), a decorrer em Marraquexe até sexta-feira.

A conferência ocorre um ano após o Acordo de Paris, quando 195 países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovaram o acordo para limitar o aumento da temperatura do planeta em até 2ºC em relação aos níveis pré-industriais.

O desafio nesta Conferência do Clima em Marrocos é alcançar um consenso sobre as regras de como implementar o Acordo de Paris.

O tema do financiamento está no centro do debate, tanto em relação à ajuda pública aos países em desenvolvimento de 100 mil milhões de dólares, prometidos até 2020, como ao objetivo de tornar “mais verdes” as finanças mundiais.