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Política

Vem aí um novo acordo de cooperação militar com São Tomé

Os aviões P-3C e as fragatas das Marinha têm sido uma presença regular em São Tomé e Príncipe

Nuno Fox

Está dado o pontapé de saída para o estabelecimento de um novo acordo de cooperação técnico-militar. Portugal continua disponível para apoiar as Forças Armadas de São Tomé e Príncipe. Palavra de ministro da Defesa

Carlos Abreu

em São Tomé

Jornalista

Portugal está disponível para continuar a cooperar com São Tomé e Príncipe no sentido de melhorar as condições de segurança marítima no Golfo da Guiné, assegurou esta quarta-feira o ministro da Defesa português. Mas este será apenas uma das áreas, ainda que prioritária para este estratégico arquipélago no Golfo da Guiné, do novo programa-quadro de cooperação técnico-militar que há de vigorar entre 2018-2020.

“A questão da segurança marítima é duplamente pertinente porque estamos a começar a pensar na revisão do programa-quadro da cooperação técnico-militar com São Tomé e Príncipe que tem acordos semelhantes com outros países, pelo que é necessário definir com clareza e com vantagem recíproca, as formas que essa cooperação técnico-militar deverá assumir”, disse aos jornalistas Azeredo Lopes.

“O impulso inicial está dado para que este processo se possa desenvolver e corresponder a uma vontade da política externa portuguesa, segundo a qual, as ações de cooperação nos diferentes domínios devem articular-se e coincidir temporalmente, para que não coexistam, num determinado momento, projetos no início, outros ainda em desenvolvimento e outros até já concluídos”, acrescentou o ministro da Defesa português. Os trabalhos entre os ministérios da defesa dos dois países estão agora a arrancar e deverão estar concluídos no final do próximo ano.

A ações de cooperação técnico-militar de Portugal em São Tomé começaram no final dos anos 80 do século passado e materializaram-se nos últimos anos na presença regular de aeronaves da Força Aérea portuguesa bem como de fragatas e navios oceanográficos da Marinha, como o “Almirante Gago Coutinho” que até meados de dezembro realizará diversos levantamentos hidrográficos, atualizando a cartografia desta região marítima.

“Este é um contributo claríssimo para o reforço da soberania de São Tomé, permitindo a este país que exerça, tecnicamente de forma cada vez mais competente a sua soberania territorial, a sua jurisdição, a garantia da liberdade de navegação, que constitui um pressuposto para qualquer atividade no mar”, sublinhou ainda Azeredo Lopes.

No final do encontro, o ministro da Defesa de São Tomé, Arlindo Ramos, assumiu uma “avaliação muito positiva desse programa”, reconhecendo que “tem estado a produzir bons resultados” mas que é necessário “reorganizar a nossa intervenção e a intervenção portuguesa na área da Defesa, de forma a obter os melhores resultados possíveis”.

  • Azeredo Lopes em São Tomé e Príncipe para reforçar cooperação entre Forças Armadas

    Os Governos de Portugal e São Tomé deverão estabelecer um novo programa-quadro no âmbito da cooperação técnico-militar. A 31 de outubro deste ano, quase 100 militares portugueses apoiavam a formação de Forças Armadas de países membros da CPLP, de Timor à Guiné-Bissau passando por Moçambique e, claro, São Tomé. Mas o ministro da Defesa já disse que quer alargar este modelo de cooperação a países que não tenham o português como língua oficial. E deu como exemplo o Luxemburgo