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Centeno explica crescimento económico pela melhoria da confiança e do emprego

MIGUEL A. LOPES / LUSA

O ministro das Finanças comentou os números divulgados pelo INE, sublinhando que nos primeiros nove meses do ano foram criados 127 mil empregos

O ministro das Finanças, Mário Centeno, disse esta terça-feira, em Lisboa, que o crescimento da economia no terceiro trimestre foi sustentado pela melhoria da confiança e do emprego.

Mário Centeno assinalou que os números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) "confirmam a aceleração" da economia portuguesa, que cresceu 0,8% no terceiro trimestre face ao trimestre anterior e 1,6% face ao período homólogo de 2015.

"Este crescimento da economia é sustentado num aumento da confiança e nas melhorias já muito assinaláveis que vínhamos notando no mercado de trabalho", salientou.

Numa declaração aos jornalistas, o governante destacou que nos primeiros nove meses do ano foram criados 127 mil empregos, enquanto nos últimos seis meses de 2015 tinham-se perdido 75 mil empregos.

"É esta a mudança de rumo que pretendíamos para a economia portuguesa", reforçou Mário Centeno.

A economia portuguesa cresceu 1,6% no terceiro trimestre deste ano em termos homólogos e 0,8% face ao trimestre anterior, segundo a estimativa rápida hoje divulgada pelo INE e acima das previsões dos analistas.

O INE divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou em termos homólogos 1,6% em volume no terceiro trimestre de 2016, face a uma variação de 0,9% nos dois trimestres anteriores.

O gabinete de estatísticas explicou que "o crescimento mais intenso do PIB refletiu principalmente o aumento do contributo da procura externa líquida, verificando-se uma aceleração mais expressiva das exportações de bens e serviços" face à das importações de bens e serviços.

E sublinha ainda que a aceleração das exportações "foi comum às componentes de bens e de serviços".

Por outro lado, aumentou também o contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB no terceiro trimestre, em resultado da "aceleração do consumo privado" devido ao comportamento da componente de bens não duradouros e serviços, enquanto a componente de bens duradouros desacelerou.

Já em comparação com o segundo trimestre, o crescimento da economia portuguesa foi de 0,8% em termos reais (0,3% no trimestre anterior), depois do contributo da procura externa líquida ter sido positivo, refletindo "o forte aumento das exportações de bens e serviços", enquanto "a procura interna registou um contributo negativo".

Os valores divulgados estar terça-feira superam as expectativas dos vários analistas contactados pela Lusa, que estimavam em médios aumentos de 0,3% em cadeia e 1,1% em termos homólogos, atribuindo-os sobretudo a uma quebra na procura interna.

  • O Produto Interno Bruto aumentou 0,8% em termos reais em julho, agosto e setembro, informa esta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística. Sobretudo devido a uma aceleração mais expressiva das exportações de bens e serviços