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Ministro da Saúde: “O diabo não virá este ano”

TIAGO PETINGA / Lusa

Adalberto Campos Fernandes garante que vai acabar 2016 com “um dos melhores saldos orçamentais dos últimos anos”. Previsões indicam défice de 248 milhões de euros

Ainda não é este ano que as contas da Saúde vão 'ter alta'. O ministro Adalberto Campos Fernandes reconhece que 2016 vai terminar com défice, mas mesmo assim com "um dos melhores saldos orçamentais dos últimos anos". Ou seja, no final de dezembro o défice será de 248 milhões de euros.

Na nota explicativa sobre o Orçamento do Estado para 2017,a tutela reconhece pela primeira vez que o défice, além de persistir, vai ficar acima do que fora previsto. A equipa ministerial da Saúde prevê assim mais 69 milhões de euros de défice do que a previsão inicial de -179 milhões de euros.

Adalberto Campos Fernandes reconheceu esta segunda-feira no Parlamento, onde explicou o orçamento da Saúde para 2017, que persistem dívidas aos fornecedores e que há défice mas garantiu aos deputados que "o diabo não virá este ano". O governante foi taxativo: "Não ficamos preocupados com as margens dos fornecedores, mas sim com a dívida, que vamos resolver até ao final do ano."

Contra os 'prognósticos reservados' sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS), Adalberto Campos Fernandes fez questão de salientar que "há neste momento mais 300 mil portugueses com médico de família" e que cumprirá o objetivo de "dar médico de família a todos os portugueses antes do final da legislatura". Ou seja, mais cedo do que estava previsto no programa do Governo.

35 horas vão custar 18 milhões de euros

"Temos a convicção de que as pessoas e os profissionais voltaram a acreditar no SNS", afirmou ainda o ministro, prometendo continuar o "esforço para reduzir as relações de trabalho precárias e instáveis" e anunciando que está para breve a aprovação do diploma relativo ao pagamento de incentivos para a fixação de jovens médicos onde fazem falta, sobretudo no Interior. As verbas para os recursos humanos incluirão também o montante para colmatar o modelo de trabalho de 35 horas, que no próximo ano vai custar 18 milhões de euros.

  • Hospitais sem dinheiro para equipamentos

    Gestores denunciam falta de camas, aparelhos de TAC ou de ressonância. Doentes esperam ou vão ao privado. Ministro da Saúde está esta segunda-feira a explicar o orçamento do sector aos deputados e promete renovar “a plataforma tecnológica do Serviço Nacional de Saúde, ajustando-a às necessidades dos portugueses” até ao final da legislatura